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Internautas usam cibercafé em São Paulo, em maio de 2010

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Representantes dos países da América Latina e Caribe acordaram uma série de metas na área digital para ampliar o acesso à internet e melhorar sua governança em um prazo de três anos, ao concluir uma conferência nesta sexta-feira no México.

"Em nossa região, a mais desigual do mundo, é um imperativo. Temos que chegar a todos os setores da sociedade no que se refere a acesso à internet e suas tecnologias", disse Alicia Bárcena, secretária executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), no encerramento da V Conferência Ministerial sobre Sociedade da Informação, que teve início na última quarta-feira na Cidade do México.

"O objetivo é passar de uma cultura de privilégio a uma de igualdade", explicou Bárcena. "Essa estratégia permitirá à região passar do extrativismo e do rentismo à sustentabilidade ambiental, assim como superar "a concentração de renda para gerar uma distribuição funcional", avaliou.

Assim, os representantes dos 17 países da América Latina e Caribe que participaram no congresso -junto com membros da sociedade civil, o setor privado e a comunidade técnica- acordaram uma agenda para 2018.

Este plano se centrará no "acesso e desenvolvimento de infraestrutura", o impulso de uma "economia digital" que incentive a inovação e a competitividade, a construção de um "governo eletrônico centrado na cidadania e novos padrões de funcionamento de internet", disse Alejandra Lagunes, coordenadora da Estratégia Digital Nacional de México, que assumiu a presidência da Sociedade da Informação da América Latina e do Caribe.

Esses acordos serão apresentados na Cúpula Mundial Sobre a Sociedade da Informação (CMSI), programada pela Assembleia Geral da ONU para o final de 2015.

AFP