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De 2010 a 2015, o número de habitantes que usavam a internet no continente passou de 35% a 55%, segundo o relatório "Estado da banda larga na América Latina e o Caribe 2016", divulgado em San José

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número de usuários da internet aumentou 20% na América Latina nos últimos cinco anos, mas a velocidade do serviço continua sendo muito deficiente, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

De 2010 a 2015, o número de habitantes que usavam a internet no continente passou de 35% a 55%, segundo o relatório "Estado da banda larga na América Latina e o Caribe 2016", divulgado em San José.

Nos últimos cinco anos, os lares conectados à internet aumentaram em média 14,1% ao ano, chegando a 43,4% do total em 2015, o que quase duplicou o índice de 2010.

Parte importante da expansão é atribuída ao aumento da penetração da banda larga nos celulares, que passou de 7% a 58% da população, impulsado pela diminuição dos preços e pela diversidade dos serviços oferecidos.

Nos pacotes de dados pré-pagos, considerando os planos de 30 dias, o custo de contratar 1Mbps (megabit por segundo) como proporção da renda mensal per capita que deve ser destinada para ter acesso ao serviço foi inferior a 2%.

No caso da banda laga fixa, em 2010 era necessário destinar cerca de 18% da renda média mensal para contratar um serviço de 1Mbps, e no início de 2016 essa taxa era de apenas 2%. O maior avanço ocorreu na Bolívia, onde passou de 84,8% a 9%.

Decolagem da banda larga móvel

Até 2010, a penetração da banda larga fixa (BLF) e da banda larga móvel (BLM) era praticamente a mesma na região.

Nos últimos anos, porém, a taxa de crescimento médio anual das contratações da BLM foi de 55,3%, enquanto a da BLF foi de 11% e o número total de assinaturas móveis cresceu 802,5%, ante 68,9% das conexões fixas.

"A cobertura das redes móveis e a diversidade e a acessibilidade dos dispositivos explicam a forte difusão da alternativa móvel", explica a Cepal.

Com um crescimento de 4.000% entre 2010 e 2015, o Peru foi o país que registrou a maior expansão da BLM, enquanto Brasil, Uruguai e Argentina tiveram aumentos de entre 500% e 1.300%, segundo a Cepal. O país com a menor taxa foi a Venezuela, com um aumento de 116%.

A passos lentos

Apesar dos avanços, ainda "estão pendentes problemas relacionados com a qualidade e a equidade do acesso à internet", adverte a Cepal.

Em termos de qualidade do serviço, "nenhum país da região tem pelo menos 5% das suas conexões com velocidades maiores de 15Mbps, enquanto que nos países avançados a porcentagem de conexões desta velocidade é próxima a 50%".

Em relação à banda larga fixa, a média da velocidade é de 4,7 Mbps, sendo o Chile o país com a maior velocidade (7,3 Mbps) e a Venezuela com a menor (1,9 Mbps).

A velocidade de acesso da BLF é chave para os processos produtivos e para o salto que a América Latina deveria dar para aumentar seus índices de crescimento econômico.

"Nos países mais avançados na matéria, como a Coreia do Sul e a Noruega, os números de conexões acima de 15 Mbps ultrapassam 50%", afirma o relatório.

Chile, Uruguai e México apresentam os melhores rendimentos, com 15% das suas conexões acima de 10 Mbps e cerca de 4% acima de 15 Mbps. Bolívia, Paraguai e Venezuela são os mais atrasados, com 0,5% de conexões de mais de 10 Mbps e 0,2% de conexões acima de 15Mbps.

Na região persistem também as diferenças no acesso de acordo com a distribuição de renda e entre as zonas rurais e urbanas.

Sobre o uso, as redes sociais são a atividade principal dos latino-americanos na internet. Um estudo anterior da Cepal mostrou que 78,4% dos usuários de internet na região participam de redes sociais, ante uma média mundial de 63,6%.

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AFP