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A crise no Catar deixou a Turquia em uma posição delicada, uma vez que aquele país é seu principal aliado no Golfo, mas Ancara não deseja um embate com a Arábia Saudita

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Ancara e Doha descartaram nesta sexta-feira (14) o fechamento de uma base militar turca no Catar, uma medida exigida por seus vizinhos do Golfo, que impuseram uma série de sanções ao emirado, acusando-o de apoiar o terrorismo.

A crise do Golfo foi discutida esta manhã em Ancara pelo ministro das Relações Exteriores do Catar, xeque Mohammed ben Abderrahmane Al-Thani, e o chanceler turco, Mevlut Cavusoglu.

A Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Egito, que cortaram relações diplomáticas com o Catar, acusam Doha de apoiar extremistas islâmicos, de estar por trás de ações de desestabilização na região e de se aproximar do Irã xiita, grande rival do reino sunita saudita.

Eles apresentaram uma série de exigências a Doha para acabar com a crise, incluindo o fechamento da rede de televisão Al-Jazeera, a redução de suas relações com o Irã e o fechamento da base turca no Catar.

"Reiteramos que é inaceitável que o fechamento da base turca faça parte dessas exigências", declarou Cavusoglu, durante uma coletiva de imprensa com o ministro catariano.

"Os acordos não podem ser questionados, pois respeitam o Direito Internacional. Nenhum país tem o direito de levantar a questão da base turca e da cooperação militar entre Catar e Turquia, uma vez que essa cooperação acontece em conformidade com o Direito Internacional", acrescentou o chefe da diplomacia do Catar.

O chanceler ressaltou ainda que as acusações feitas pela Arábia Saudita e por seus aliados "se apoiam em fabricações da imprensa, e não em fatos que poderiam justificar a ação tomada contra o Catar".

"Esse assédio acontece há 40 dias, e esses países não apresentaram qualquer evidência para apoiar sua denúncia de apoio ao terrorismo", frisou.

AFP