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Membros da Guarda Nacional detêm um manifestante de oposição durante um protesto contra o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, em 26 de junho de 2017

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A corrupção no Brasil, os desaparecidos no México e a crise na Venezuela são exemplos de um retrocesso na área de direitos humanos na América Latina, afirma nesta segunda-feira a Anistia Internacional.

Em uma região abalada, a "Venezuela é um ponto de alerta", destacou Erika Guevara Rosas, diretora da Anistia Internacional para as Américas, em entrevista coletiva em Buenos Aires.

"A população civil venezuelana enfrenta uma de suas piores crises. Estão cometendo violações de todos os direitos básicos", disse Guevara ao destacar a falta de alimentos, a deterioração da assistência médica e as prisões arbitrárias de civis em cortes marciais.

"Há uma agenda de segurança que os Estados estão impondo e que está gerando um clima de violações dos direitos humanos de grande envergadura".

Guevara citou as detenções arbitrárias e o uso generalizado da tortura como graves exemplos de "violência desmedida" e que envolvem, particularmente, ativistas de causas ambientais.

"Segundo a Global Witness, dos 185 homicídios de ambientalistas no planeta, 122 ocorreram na nossa região. Isto nos coloca como a região mais violenta e mais impune" do mundo, destacou a porta-voz da Anistia.

Guevara considerou que a reunião de chanceleres da OEA realizada na semana passada, na cidade mexicana de Cancún, refletiu o retrocesso que sofre a América Latina e expôs a falta de liderança dos Estados para responder a estas crises.

"Se respira um clima de retrocesso por impunidade das violações dos direitos humanos", com uma tendência de debilitamento do poder dos Estados.

Segundo Erika Guevara Rosas, a reunião da OEA em Cancún deixou claro que entre as atuais autoridades há "um grau de negação das críticas de ONGs e de cidadãos".

"Se respira um clima de violência e de desigualdade", concluiu Guevara em seu resumo para a situação de governos e cidadãos que vivem de Ushuaia até o norte do México.

AFP