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O ex-policial do campus da Universidade de Cincinnati Ray Tensing acusado de matar Sam DuBose, em um julgamento marcado por acusações de discriminação racial e uso excessivo da força

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O segundo julgamento do policial de Ohio que matou um cidadão afro-americano durante uma blitz de trânsito "de rotina" foi anulado nesta sexta-feira (23), como já havia acontecido com o primeiro, há um ano.

O ex-policial do campus da Universidade de Cincinnati Ray Tensing foi acusado do homicídio de Sam DuBose, durante um julgamento marcado por acusações de discriminação racial e uso excessivo da força.

Tensing, de 27 anos, disse aos investigadores que abriu fogo em legítima defesa, depois que DuBose, de 43, arrastou-o com seu veículo quando estava tentando fugir. Ao rever as imagens da câmera do carro do próprio policial, os promotores afirmaram que estava claro que, durante o incidente, ocorrido em julho de 2015, o agente não foi arrastado.

O primeiro julgamento realizado em 2016 foi anulado, porque o júri não chegou a um veredicto unânime. No segundo, o júri enviou uma nota ao juiz, hoje, explicando que suas opiniões estavam divididas.

"Estamos divididos em partes quase iguais. Deliberamos muito, dando oportunidade a ambos os lados para que argumentem suas posições. Não percebemos que estejamos perto de uma decisão unânime", escreveu o júri ao juiz.

O promotor Joseph Deters criticou fortemente o tiroteio: "este é o ato mais insensato que vi um policial cometer (...). Foi totalmente injustificado".

Peterson Mingo, pastor e porta-voz da família da vítima, pediu calma: "Nesse exato momento, a família quer paz, reconciliação", declarou à imprensa.

"A família não quer agitações, nem violência", acrescentou.

No início desta semana, um júri de Wisconsin absolveu Dominique Heaggan-Brown pelo assassinato de Sylville Smith, que carregava uma arma semiautomática durante uma breve perseguição a pé.

O policial Jeronimo Yanez foi declarado inocente na semana passada, após matar o motorista negro Philando Castile, cuja agonia foi transmitida ao vivo no Facebook. Seis policiais de Baltimore acusados da morte de Freddie Gray também foram absolvidos.

A acusação tem tido dificuldade para conseguir impor penas a policiais que mataram cidadãos afro-americanos, mesmo no caso de incidentes recentes que foram filmados. A impossibilidade de punir esses crimes deflagrou violentos protestos no país.

AFP