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(Arquivos) Bill O'Reilly, em Nova York

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Vários fabricantes de automóveis decidiram não comprar mais espaços publicitário no programa de Bill O'Reilly, transmitido pela Fox News, depois que o apresentador estrela da emissora de notícias foi objeto de novas acusações de assédio sexual.

Mercedez-Benz e BMW decidiram suspender indefinidamente a divulgação de suas propagandas durante a exibição do programa "The O'Reilly Factor", apresentado pelo editorialista conservador Bill O'Reilly, de 67 anos, indicaram ambas as empresas à AFP.

O The New York Times disse ter conhecimento de três novos casos de suposto assédio sexual que envolvem o apresentador, somando-se ao dois casos já conhecidos.

No total, Bill O'Reilly e a Fox News desembolsaram 13 milhões de dólares para estas cinco mulheres em troca de seu silêncio e de não apresentar processos contra a estrela da emissora.

"Embora seja difícil determinar quais são os fatos, as acusação são revoltantes", comentou à AFP um porta-voz da Mercedes-Benz USA.

"Levando em conta a importância das mulheres em todos os aspectos de nosso negócio, não acreditamos que agora seja um bom ambiente para promover nossos produtos", acrescentou.

"The O'Reilly Factor" é de longe o programa mais visto nas emissoras de informação nos Estados Unidos, com uma média de 3,98 milhões de espectadores no primeiro trimestre de 2017, segundo o site especializado Adweek.

Desde janeiro de 2015 até setembro de 2016, o programa gerou para a Fox News 297 milhões de dólares em rendas publicitárias, de acordo com cifras fornecidas à AFP pela empresa Kantar Media.

O fabricante sul-coreano Hyundai modificou seu plano para a nova campanha dando preferência a outros canais do grupo 21st Century Fox, indicou a empresa à AFP.

A Lexus, marca de luxo do grupo Toyota, disse que está "observando a situação", mas não retirou seus comerciais do "The O'Reilly Factor".

Contactados pela AFP, a General Motors e a Ford não estavam disponíveis de imediato.

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