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(Arquivo) A Otan concluiu sua missão de combate no Afeganistão no fim de 2014, após uma década de intervenção no país. Desde então, o Exército e a Polícia locais tentam combater a insurreição talibã, ao mesmo tempo em que enfrentam a ameaça crescente do grupo extremista Estado Islâmico (EI)

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Os talibãs executaram nesta quarta-feira (2) um atentado com carro-bomba contra um comboio da Otan perto de Kandahar, sul do Afeganistão, que matou ao menos dois soldados americanos.

"Posso confirmar que dois soldados americanos morreram em combate em Kandahar quando o comboio em que estavam foi atacado", indicou o capitão Jeff Davis em um comunicado.

"Por volta do meio-dia (4h30 de Brasília), um carro-bomba atacou um comboio de forças estrangeiras na zona de Daman, em Kandahar", afirmou o porta-voz da Polícia provincial, Zia Durrani.

Em um comunicado, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) confirmou o ataque contra o comboio e disse que "provocou vítimas".

"Vi um veículo das forças estrangeiras em chamas após o ataque", relatou o comerciante Mohamed Azim.

"Pouco depois, helicópteros pousaram na região. Tiraram três corpos do veículo e os levaram. Havia três veículos blindados no comboio", acrescentou.

Responsáveis por vários ataques na província de Kandahar, os talibãs reivindicaram o atentado em uma mensagem de SMS.

A Otan concluiu sua missão de combate no Afeganistão no fim de 2014, após uma década de intervenção no país. Desde então, o Exército e a Polícia locais tentam combater a insurreição talibã, ao mesmo tempo em que enfrentam a ameaça crescente do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Os talibãs intensificaram a ofensiva contra as forças governamentais durante o verão, período em que a temperatura mais elevada tende a provocar o aumento dos ataques do grupo extremista sunita.

O ataque anterior contra as tropas da Otan no Afeganistão aconteceu em 1º de maio, em Cabul, e deixou oito mortos e 28 feridos. Três soldados da coalizão ficaram feridos, mas a maioria das vítimas era civil.

Em julho, um soldado americano morreu, e dois ficaram feridos, na província de Helmand, vizinha de Kandahar, durante uma operação contra os talibãs.

Os atentados aconteceram no momento em que o presidente americano, Donald Trump, estuda o envio de mais tropas ao Afeganistão, quase 16 anos após o lançamento da invasão americana para derrubar o regime talibã na esteira do 11 de Setembro.

O contingente dos Estados Unidos chega a 8.400 soldados no Afeganistão, uma presença muito inferior aos 100.000 militares americanos que estavam no país há seis anos. Seu trabalho consiste, sobretudo, em formar e assessorar as forças locais.

Os aliados dos Estados Unidos na Otan mantêm 5.000 soldados no Afeganistão.

O comando americano no Afeganistão solicitou milhares de tropas adicionais para enfrentar a dupla ofensiva dos talibãs e do EI. O secretário americano da Defesa, Jim Mattis, deve apresentar em breve a estratégia de Washington para o país centro-asiático.

Na terça-feira (1º), um atentado suicida deixou quase 30 mortos em uma mesquita xiita de Herat, oeste do Afeganistão.

Nenhum grupo reivindicou o ataque de Herat, mas, no ano passado, o Estado Islâmico atacou em várias oportunidades fiéis e mesquitas xiitas, minoria no país.

AFP