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Após 1.200 casos este ano, sarampo é considerado erradicado nos EUA

O aumento dos casos de sarampo é acompanhado de um crescente movimento "antivacinas", que se apoia em uma publicação fraudulenta de 1998 que relacionava a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) com o autismo em crianças afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. outubro 2019 - 22:05
(AFP)

Mais de 1.200 pessoas contraíram sarampo este ano, o maior número de casos desde 1992, disseram autoridades de saúde dos Estados Unidos, onde a doença é considera oficialmente "erradicada", após uma epidemia regional ter sido contida.

Autoridades de saúde do estado de Nova York declararam nesta quinta-feira o fim de uma epidemia que se estendeu por quase um ano e que representou 75% dos casos em todo o país, com prevalência entre crianças não vacinadas em comunidades de judeus ortodoxos.

Antes da declaração, os Estados Unidos estiveram perto de perder o status de erradicação do sarampo (obtido em 2000), o que acontece quando uma cadeia de transmissão em uma epidemia é mantida por mais de 12 meses.

"A epidemia deste último ano foi uma lembrança alarmante dos perigos da indecisão pelas vacinas e da desinformação", afirmou o secretário de Saúde americano, Alex Azar.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), entre 1 de janeiro e 4 de outubro de 2019 foram registrados 1.249 casos de sarampo nos Estados Unidos.

O aumento desta doença nos Estados Unidos não é um caso isolado. A Organização Mundial da Saúde informou em agosto de 89.994 casos de sarampo em 48 países europeus no primeiro semestre de 2019, mais que em todo 2018, com alta incidência em países ex-soviéticos.

No ano passado, Brasil, Reino Unido, Grécia e Venezuela perderam o status de erradicação da doença.

O aumento dos casos de sarampo é acompanhado de um crescente movimento "antivacinas", que se apoia em uma publicação fraudulenta de 1998 que relacionava a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) com o autismo em crianças.

O autor do artigo, o britânico Andrew Wakefield, falsificou os resultados de seu estudo e várias pesquisas posteriores mostraram que a vacina não aumenta o risco de autismo.

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