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Foto cedida pela Presidência mostra o presidente Michel Temer e o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, em Brasília, em 5 de junho de 2017

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O governo brasileiro assegurou que a aceleração do desmatamento na floresta amazônica está sendo revertida depois que a Noruega, o maior doador do Fundo da Amazônia, ameaçou cortar sua ajuda se essa tendência se mantivesse.

"A nossa expectativa, e os dados preliminares ainda passíveis de refinamento, nos dizem que essa curva ascendente do desmatamento começou a ser revertida", disse neste sábado o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, em coletiva em Brasília.

O ministro convocou o ato pouco depois de ter aterrissado no Brasil para esclarecer uma série de "mal entendidos" sobre o anúncio do governo norueguês e algumas declarações feitas por ele em Oslo, onde acompanhou a visita do presidente Michel Temer.

Sarney Filho disse que "somente Deus" pode garantir a diminuição do desmatamento da Amazônia, embora o governo estivesse tomando "todas as providências" a respeito.

A Noruega contribuiu até o momento com 1,1 bilhão de dólares ao fundo de proteção da floresta amazônica, criado pelo Brasil em 2008 para lutar contra o desmatamento, um dos fatores que influencia no aquecimento global.

O repasse anual, que diminui conforme o ritmo do desmatamento aumenta, já baixou em 2016 e a ministra norueguesa do Meio Ambiente, Vidar Helgesen, advertiu que poderia cair a zero este ano no caso de uma nova aceleração do desmatamento, ou "mesmo que modesta", ao denunciar um aumento das atividades pecuária e agrícolas nesta zona.

Sarney Filho assegurou que o aumento "significativo" do desmatamento da Floresta Amazônica se deu durante os dois últimos anos do governo de Dilma Rousseff por uma diminuição do orçamento.

E disse que o governo de Temer aumentou este valor e o controle do desmatamento, e espera apresentar cifras mais positivas no relatório oficial de novembro.

Antes de iniciar a sua viagem internacional por Rússia e Noruega, em meio às graves acusações de corrupção, Temer vetou duas medidas que reduziriam em 600.000 hectares as zonas de proteção da Floresta Amazônica.

Mas para organizações como o Greenpeace, trata-se de manobras destinadas a salvar sua aparência, já que há rumores de que o conteúdo destas medidas será retomado em um próximo projeto de lei.

Após alguns progressos notórios, o desmatamento na Amazônia brasileira se intensificou nos últimos dois anos e aumentou 24% em 2015 e 29% em 2016, segundo dados oficiais de observação por satélite.

AFP