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Após decisão de Haia, Morales quer que Bolívia use porto peruano

O presidente da Bolívia Evo Morales em 28 de agosto de 2018 em um ato na cidade de Santa Cruz

(afp_tickers)

O presidente boliviano, Evo Morales, visitou neste sábado o porto peruano de Ilo, para qual pretende canalizar o comércio exterior de seu país como alternativa ao porto chileno de Arica, 12 dias depois da decisão desfavorável na Corte de Haia a seu país.

"Fomos a acompanhar a chegada de um barco com 13.000 toneladas de carga ultramarina boliviana", tuitou Morales após percorrer as instalações portuárias de Ilo, 1.300 km ao sul de Lima, que o governo do Peru remodelará para que seja usado pelo país vizinho.

O porto de Ilo fica a 150 quilômetros ao norte do porto chileno de Arica, para onde a Bolívia havia canalizado boa parte de seu comércio exterior desde que perdeu sua costa para o Chile em uma guerra perdida em aliança com o Peru (1879-1884).

Morales quer deixar de usar os portos chilenos de Arica, Iquique e Antofagasta, apesar de as mercadorias bolivianas não pagarem taxas em portos chilenos em virtude do tratado de limites de 1904, porque considera que seu uso beneficia economicamente o Chile.

Antes mesmo da decisão de Haia, à qual não cabe recurso, Morales promove a construção de uma ferrovia bioceânica de aproximadamente 3.500 quilômetros que pelo território boliviano ligue o porto de Ilo, no Pacífico, ao porto brasileiro de Santos, no Atlântico.

"A Ferrovia Bioceânico, que unirá os oceanos Atlântico e Pacífico, será como o Canal do Panamá ou o 'Qhapac Ñan' dos incas, e nos integrará com outros continentes", disse Morales neste sábado no Twitter.

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