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Índia registra recorde de violência sexual contra menores, com 20 mil casos de estupro em 2015, de acordo com dados do governo

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Uma indiana de dez anos, vítima de estupro que teve rejeitado pela Suprema Corte seu pedido para fazer um aborto, deu à luz uma menina nesta quinta-feira (17).

A garota, que não pode ter sua identidade revelada por questões legais, foi estuprada inúmeras vezes por um tio, que foi preso.

No mês passado, seus pais pediram ao Supremo que lhe permitissem se submeter a um aborto tardio, mas o pedido foi rejeitado.

A legislação indiana não permite intervenções nesse sentido depois das 20 primeiras semanas, a não ser em casos de ameaça à vida da mãe, ou do feto.

"Ela deu à luz por cesariana hoje (quinta-feira). Tanto a menina quanto seu bebê passam bem", disse o médico Dasari Harish por telefone à AFP, falando da cidade indiana de Chandigarh.

"A cirurgia foi tranquila. Não houve qualquer complicação. O bebê nasceu com 2,2 quilos e está na UTI neonatal agora", acrescentou.

Segundo a agência de notícias Press Trust of India, a menina não sabe que teve um bebê, e a família decidiu colocar o recém-nascido para adoção. Seus pais lhe disseram que ela teve uma pedra no estômago e que, por isso, precisou fazer uma cirurgia para retirá-la.

A Índia conta com um recorde de violência sexual de menores, com cerca de 20 mil casos de estupro, entre outros atos violentos, registrados em 2015, de acordo com dados do governo.

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AFP