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Pro-independence protesters gathered outside the Catalan parliament in Barcelona during a debate on the motion to declare independence from Spain

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Os aliados da Espanha em Europa, Estados Unidos e Canadá, assim como organizações internacionais como a Otan e a ONU se colocaram ao lado de Madri nesta sexta-feira (27), depois que o Parlamento catalão aprovou uma declaração de independência.

Os deputados catalães aprovaram a declaração de independência por 70 votos a favor e 10 contra em uma votação da qual a oposição não participou.

A seguir, as principais reações internacionais:

- UE: "a força do argumento" -

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que Madri continua sendo o "único interlocutor" da UE. "Espero que o governo espanhol favoreça a força do argumento, não o argumento da força", tuitou.

Seu contraparte da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, advertiu sobre os riscos de "mais rachas" nos 28 membros do bloco.

"Não devemos interferir nesse debate hispano-espanhol, mas não gostaria que amanhã a União Europeia tenha 95 Estados-membros", declarou Juncker à imprensa durante visita à Guiana Francesa.

"Ninguém na União Europeia vai reconhecer esta declaração", assegurou por sua vez o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani.

- França: "um interlocutor na Espanha" -

O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou seu apoio a Mariano Rajoy.

"Tenho um interlocutor na Espanha, é o chefe de governo Rajoy (...) Há um Estado de direito na Espanha, com regras constitucionais. Quer fazê-las respeitar e tem todo o meu apoio", disse o presidente durante visita à Guiana Francesa.

- Alemanha: "prioridade ao diálogo" -

A Alemanha "não reconhece a declaração de independência" da Catalunha, manifestou-se pelo Twitter o porta-voz governamental Steffen Seibert, pedindo diálogo entre as duas partes.

"A soberania e a integridade territorial da Espanha são e continuarão sendo invioláveis", acrescentou. "Esperamos que todas as partes envolvidas deem prioridade ao diálogo para que a situação se acalme".

- Reino Unido: "preservar a unidade" -

"O Reino Unido não reconhece, nem reconhecerá a declaração unilateral de independência feita pelo Parlamento regional catalão", anunciou um porta-voz do governo de Theresa May.

"Baseia-se em uma votação que foi declarada ilegal pelos tribunais espanhóis. Continuamos querendo ver que se mantém o Estado de direito, que se respeita a Constituição espanhola e que se preserva a unidade".

No entanto, o governo escocês mostrou-se mais favorável à Catalunha, embora não tenha reconhecido a declaração de independência.

"Embora a Espanha tenha direito de se opor à independência, o povo da Catalunha deve contar com a capacidade de decidir seu próprio futuro", declarou Fiona Hyslop, ministra escocesa das Relações Exteriores.

- EUA: manter uma Espanha "forte e unida" -

Os Estados Unidos consideram que a Catalunha é parte integrante da Espanha e apoiam as medidas de Madri para manter a Nação "forte e unida", disse o Departamento de Estado.

"Os Estados Unidos têm uma grande amizade e uma associação durável com o nosso aliado na Otan, a Espanha", disse em um comunicado a porta-voz, Heather Nauert.

- Canadá "reconhece uma Espanha Unida"

O Canadá rejeitou a declaração unilateral de independência catalã e pediu diálogo entre Barcelona e Madri.

"De acordo com princípios legais, estas decisões precisam ser tomadas no enquadramento constitucional", disse Andrew Leslie, secretário parlamentar do ministro de Relações Exteriores canadense, na Câmara dos Comuns.

"Isto posto, o Canadá reconhece uma Espanha unida", reforçou.

- Bélgica: "solução pacífica" -

"Pedimos uma solução pacífica com respeito à ordem nacional e internacional", pediu pelo Twitter o primeiro-ministro belga, Charles Michel, considerando que "uma crise política só pode se resolver mediante o diálogo".

- Itália: "um ato gravíssimo" -

"A Itália não reconhece e não reconhecerá a declaração unilateral de independência" da Catalunha, disse o ministro de Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, em um comunicado.

"Trata-se de um ato gravíssimo e fora da lei", avaliou, expressando uma "condenação firme" e "o desejo de que se possa restabelecer um diálogo dentro do respeito à Constituição espanhola".

- Otan: "assunto interno" -

"A questão da Catalunha é um assunto interno que deve ser resolvido dentro da ordem constitucional da Espanha", declarou o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em um comunicado, no qual reconheceu as "contribuições importantes" da Espanha à Aliança Atlântica.

- ONU: soluções "constitucionais" -

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a todas as partes que busquem soluções para a situação gerada após a declaração de independência "dentro do marco constitucional espanhol e através dos canais políticos e legais estabelecidos".

Guterres destacou que se trata "de um assunto interno da Espanha", explicou um porta-voz da ONU.

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AFP