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Uma mãe síria cuida de seus filhos no campo de refugiados de Ash'ari, próximo a Damasco, no dia 25 de outubro de 2017

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A Justiça egípcia condenou nesta semana a três anos de prisão uma apresentadora de televisão que teria apresentado um programa sobre o direito de as mulheres serem mães 'solo', termo atualmente usado para designar as mulheres que criam os seus filhos sem um parceiro.

O termo substitui a denominação usual 'mãe solteira' para evitar associar a responsável pela criação do filho(a) sem a presença de um parceiro ao seu estado civil.

Doaa Salah, que apresenta um programa semanal em um canal privado, foi acusada de "ultraje à decência pública" e deverá pagar uma fiança de 10.000 libras egípcias, ou cerca de 1.800 reais, para poder ser liberada à espera de um possível recurso, de acordo com fontes judiciais.

No programa transmitido em julho, Salah abordou a possibilidade de que uma mulher pudesse ser mãe solo, sugerindo que essa poderia "se casar unicamente para o nascimento de seu filho para se divorciar depois".

Ela então pediu a opinião da audiência e chegou à conclusão de que a maioria "rejeitava a ideia" da gravidez feminina fora do matrimônio. "Nem tudo que acontece fora do país pode ocorrer em nossa sociedade", concluiu.

A sexualidade antes do casamento permanece um tema tabu na conservadora sociedade egípcia.

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AFP