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Fronteira de Abu Samrah, entre Catar e a Arábia Saudita, no dia 23 de junho de 2017

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O rei Salman da Arábia Saudita ordenou a reabertura da fronteira para permitir que fiéis do Catar realizem a sua peregrinação a Meca, anunciou nesta quarta-feira a agência oficial de notícias de Riade.

Esta decisão foi anunciada depois que o príncipe herdeiro, Mohamed ben Salman, recebeu um representante de Doha, pela primeira vez desde a ruptura das relações bilaterais, em 5 de junho, quando Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito acusaram o Catar de apoiar o "terrorismo".

O rei ordenou que seja permitido aos peregrinos catarianos "entrar na Arábia Saudita pela fronteira para realizar a peregrinação", disse o comunicado.

Segundo o texto, o monarca também ordenou que aviões particulares pertencentes às companhias aéreas de Riade fossem enviados ao aeroporto de Doha "para trazer todos os peregrinos catarianos às suas custas".

Há dois meses o Catar está sob um duro embargo imposto por seus vizinhos do Golfo Pérsico, entre eles a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

Todas as fronteiras terrestres e marítimas com o pequeno emirado foram fechadas e impuseram severas restrições aéreas.

O príncipe herdeiro destacou "as relações históricas entre o povo saudita e os catarianos e entre o poder saudita e a família real do Catar".

O Catar sempre negou todas as acusações, e no mês passado acusou a Arábia Saudita de dificultar a peregrinação dos catarianos.

O rito do "hach", que se inicia em agosto deste ano, constitui um dos cinco pilares do Islã, que todo muçulmano deve cumprir pelo menos uma vez na vida se tiver meios para isso.

O emirado, onde vivem aproximadamente 2,6 milhões de habitantes, dos quais 80% são estrangeiros, é o mais rico do mundo por habitante -em paridade de poder aquisitivo-, segundo o FMI.

O país abriga a terceira reserva de gás do mundo e é o maior exportador mundial de gás natural liquefeito (GNL).

Além disso, o Catar tem um 'tesouro' de aproximadamente 330 bilhões de dólares das participações internacionais de seu fundo soberano, o Qatar Investment Autorithy (QIA).

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AFP