Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(Outubro) Guardas sauditas vigiam a fronteira com o Iêmen

(afp_tickers)

A tensão aumentou novamente nesta segunda-feira entre Arábia Saudita e Irã a respeito do Iêmen, quando Riad chamou de "agressão" o lançamento de um míssil dos rebeldes contra seu território e não descartou uma resposta da "forma apropriada".

Riad também advertiu a Teerã que não tolerará qualquer ataque a sua segurança nacional.

"A ingerência na regiãoafeta a segurança dos países vizinhos e a segurança e a paz no mundo", declarou o chanceler saudita, Adelal Jubeir. "Não toleraremos qualquer ataque a nossa segurança nacional", acrescentou, no Twitter.

Em primeiro um comunicado, a Arábia Saudita acusou o Irã de fornecer apoio militar direto aos rebeldes xiitas huthis do Iêmen, que conquistaram amplas áreas do oeste e norte do país, incluindo a capital Sanaa, em sua luta contra as tropas do governo de Abd Rabo Mansur Hadi.

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita fechou nesta segunda-feira todas as fronteiras aéreas, marítimas e terrestres do Iêmen, acusando o Irã de responsabilidade pelo lançamento de um míssil contra Riad a partir do país vizinho pelos rebeldes huthis.

O anúncio e a acusação foram divulgados em um comunicado publicado pela agência oficial saudita SPA menos de 48 horas depois de Riad interceptar e destruir um míssil balístico no sábado à noite.

O projétil, que tinha como alvo o aeroporto internacional, partiu do vizinho Iêmen, país devastado por uma guerra civil entre as forças do governo e os rebeldes huthis.

"A direção das forças de coalizão considera (isto) uma agressão militar flagrante por parte do regime iraniano, que poderia ser equivalente a um ato de guerra", afirma o comunicado.

A coalizão destacou "o direito do reino (saudita) à legítima defesa de seu território e de sua população", de acordo com o artigo 51 da Carta das Nações Unidas".

A entidade também ressaltou o "direito do reino saudita a responder ao Irã no momento apropriado e de maneira apropriada".

Os rebeldes iemenitas huthis, acusados de receber o apoio do Irã, reivindicaram o lançamento do míssil de um alcance de quase 750 quilômetros com o objetivo de alcançar o aeroporto de Riad.

O Irã rebateu as afirmações sauditas, ao mesmo tempo que acusou Riad de cometer "crimes de guerra" no Iêmen. O porta-voz da diplomacia iraniana, Bahram Ghassemi, considerou as palavras da coalizão árabe de "injustas, irresponsáveis, destrutivas e provocadoras".

O regime de Teerã sempre negou fornecer armas aos huthis, mas não esconde a simpatia pela causa dos insurgentes.

A monarquia saudita está, no entanto, convencida de que os rebeldes huthis recebem armas do Irã, assim como assistência de especialistas iranianos em balística, o que permite ampliar o alcance de seus mísseis e atingir zonas chaves da Arábia Saudita.

No domingo, a Arábia Saudita colocou um preço na cabeça de 40 dirigentes rebeldes, com uma recompensa total de 440 milhões de dólares.

O regime saudita prometeu 30 milhões de dólares para qualquer pessoa que apresente informações que permitam a captura do líder dos rebeldes iemenitas, Abdel Malek al Huti, e 20 milhões por cada um dos 10 principais comandantes da rebelião.

A Arábia Saudita lidera uma ação militar no Iêmen, país devastado pela guerra, para ajudar o governo diante dos rebeldes que controlam vastas regiões do país, incluindo a capital Sanaa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a guerra no Iêmen provocou mais de 8.650 mortos e deixou 58.600 feridos, incluindo muitos civis.

Os huthis e seus aliados, unidades militares leais ao ex-presidente Ali Abdallah Saleh, já lançaram vários mísseis do Iêmen em direção à Arábia Saudita, que quase sempre conseguiu interceptá-los em voo.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP