Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O presidente argentino, Mauricio Macri (E), e o Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, em Buenos Aires, no dia 4 de maio de 2016

(afp_tickers)

O Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa elogiou as políticas do presidente argentino, Mauricio Macri, depois de uma reunião na residência oficial de Olivos, periferia norte de Buenos Aires.

O encontro foi fechado à imprensa, mas Macri publicou um vídeo no Twitter, no qual Vargas Llosa elogia o governo, enquanto caminha pelos jardins da casa.

"Acho que se respiram ventos de renovação na Argentina que são muito interessantes e muito estimulantes pelo efeito que podem ter sobre o resto da América Latina", disse o escritor peruano, de 80 anos, que está na Argentina para participar da 42ª Feira Internacional do Livro.

"Está-se fazendo um esforço na Argentina para modernizar a política, modernizar a economia, devolver a Argentina a suas conexões com o mundo", disse o escritor sobre a presidência de Macri que tomou posse em 10 de dezembro.

Vargas Llosa também falou dos bruscos ajustes econômicos que pesam sobre os argentinos.

"Estou certo de que, passado este primeiro período de sacrifícios, terá efeitos muito benéficos sobre a economia e as instituições do país", comentou Vargas Llosa, em sintonia com o argumento oficial sobre uma melhora na economia para o segundo semestre deste ano.

Em 2009, pouco antes de receber o Nobel, o escritor lançou duras críticas ao governo peronista de centro-esquerda de Néstor Kirchner (2003-2007) e de sua mulher, Cristina Kirchner (2007-2015). Segundo ele, "os dois levaram o país ao caos econômico".

Em 2015, em plena campanha eleitoral na Argentina, o escritor manifestou publicamente seu apoio a Macri com renovadas críticas ao peronismo.

Na sexta-feira, o escritor divulgará seu último livro "Cinco esquinas" na Feira do Livro e, amanhã, dará a conferência "América Latina de cara para o futuro", a convite da Câmara Argentina do Comércio.

AFP