Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O general César Milani antes de prestar juramento ante a presidente Cristina Kirchner em 11 de novembro de 2013

(afp_tickers)

O chefe do Exército argentino, general César Milani, pediu nesta terça-feira sua passagem à reserva, após denúncias de seu envolvimento em crimes durante a última ditadura no país (1976-83).

O pedido de forma irrevogável foi motivado por "razões estritamente pessoais", revela um comunicado do Exército divulgado no site do governo.

A presidente Cristina Kirchner já nomeou o general Ricardo Cundom para o lugar de Milani, de acordo com o Ministério da Defesa.

Milani ocupava a chefia do Exército desde 3 de julho de 2013, quando foi designado depois que a análise de sua folha de serviço não revelou qualquer vínculo com a ditadura.

Após sua designação, porém, o general Milani foi acusado de envolvimento em crimes contra a humanidade cometidos depois de sua saída do Colégio Militar, em dezembro de 1975.

A promotoria de Tucumán pediu que Milani fosse ouvido no caso do desaparecimento do soldado Alfredo Ledo, em 17 de junho de 1976, baseado em denúncias de seus familiares.

Na ocasião, Milani era um jovem oficial e estava encarregado do translado de Ledo da província de La Rioja para a vizinha Tucumán, onde o soldado teria desertado e desaparecido.

Milani também está vinculado à privação ilegítima de liberdade em La Rioja do ex-preso político Ramón Alfredo Olivera.

A política de direitos humanos e o julgamento de acusados de crimes contra a humanidade foi um dos pilares das administrações do finado presidente Néstor Kirchner (2003/2007) e de sua mulher e sucessora, Cristina Kirchner, cujo mandato termina em dezembro.

AFP