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O governo argentino está decidido a pagar 100% de sua dívida com seus credores em Buenos Aires, incluindo os fundos especulativos que estão em uma disputa com a Argentina na justiça dos Estados Unidos, anunciou o ministro da Economia, Axel Kicillof

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O governo argentino está decidido a pagar 100% de sua dívida com seus credores em Buenos Aires, incluindo os fundos especulativos que estão em uma disputa com a Argentina na justiça dos Estados Unidos, anunciou o ministro da Economia, Axel Kicillof.

Em uma entrevista coletiva, Kicillof falou sobre os alcances do projeto de lei enviado ao Congresso na terça-feira pela presidente Cristina Kirchner e que elimina a janela de pagamento do Bank of New York (BoNY). Ele explicou que a forma de recebimento "não é obrigatória", e sim que "cada proprietário de bônus pode buscar e solicitar outra sede de pagamento".

O governo tem maioria no Congresso e precisa da aprovação da lei até 30 de setembro, data de vencimento de outra parcela da dívida de 200 milhões de dólares.

A iniciativa apresentada no "Projeto de Lei de Pagamento Soberano Local da Dívida Externa" contempla o depósito para 93% dos proprietários de bônus que aderiram às operações de troca em 2005 e 2010, e inclusive para os 7% que não aceitaram.

Entre os donos de títulos que não aceitaram as operações de troca estão os fundos conhecidos como "abutres", que compraram os bônus em 'default' e conseguiram nos tribunais uma sentença favorável para receber 100% da dívida em dinheiro.

A Argentina não cumpriu a decisão e, em represália, a justiça americana bloqueou um pagamento de 539 milhões de dólares de bônus reestruturados, situação pela qual as agências de classificação de risco declararam o país em "default seletivo".

"Os 7% podem vir e trocar os bônus. Se o fizerem vão obter 300% de lucro. É pouco para o senhor (presidente do fundo litigante NML, Paul) Singer? Sim, porque é abutre, mas vamos pagar", disse Kicillof.

O ministro da Economia indicou que os pagamentos serão feitos sob as mesmas condições das trocas anteriores, com o desconto das reestruturações que variou entre 45% e 75%.

AFP