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Logo da Odebrecht na Vila Olímpica do Rio de Janeiro, 23 de junho de 2016

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As construtoras da IECSA e da italiana Ghella foram alvo de buscas e apreensão nesta segunda-feira por ordem de um juiz que investiga o suposto pagamento de propinas para conseguir uma obra milionária da brasileira Odebrecht, que disse ter repartido US$ 35 milhões em subornos na Argentina.

A ordem de busca e apreensão foi dada pelo juiz federal Marcelo Martínez de Giorgi, no caso que envolve as obras da via férrea Sarmiento, que une a capital com a superpovoada periferia oeste, informou a agência oficial Télam.

A operação envolveu também escritórios da Odebrecht em Buenos Aires, que já haviam sido vasculhados na semana passada por ordem de outro juiz, Sebastián Casanello, que investiga um suposto suborno para a construção de uma estação de tratamento de água.

Martínez de Giorgi investiga supostos superfaturamentos por 300 milhões de pesos (18,7 milhões de dólares), assim como o suposto pagamento de propinas para ganhar a licitação da obra da linha férrea Sarmiento, avaliada em 3 bilhões de dólares.

A empresa IECSA, sócia da Odebrecht nesta obra pública, passou em 2007 das mãos de Franco Macri (pai do presidente Mauricio Macri) às de Angelo Calcaterra, primo do mandatário argentino.

Em 2008, a IECSA ganhou a licitação da obra da ferrovia Sarmiento, como integrante de um consórcio que incluía a Odebrecht, a Ghella e a espanhola Comsa.

Também foram alvo de busca nessa segunda-feira a firma Detall e a consultora Caesa pertencente a Manuel Vázquez, que foi assessor do ex-secretário de Transporte do governo kirchnerista (2003/2015) Ricardo Jaime.

Na Argentina, a Odebrecht é investigada por pelo menos três obras públicas, a ferrovia Sarmiento, a estação de tratamento de água da AySA e os gasodutos Norte e Sul.

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