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Com o acordo Egito-Mercosul as exportações de alimentos (cereais, azeites, carnes, frutas e verduras), automóveis e autopeças, insumos para extração de hidrocarburetos, produtos químicos e maquinário agrícola, entre outros, deixarão de ser tarifadas

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A Argentina ratificou o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e o Egito, após sete anos de espera, durante a visita da vice-presidente Gabriela Michetti ao país, anunciou a chancelaria em Buenos Aires nesta quarta-feira (19).

O acordo entrará plenamente em vigor dentro de 30 dias, depois de ser realizado o depósito de ratificação do documento no escritório do Mercosul em Assunção, assinalou o ministério em comunicado.

O Egito, a segunda economia dos países árabes e importadora de 40% dos alimentos que consome, é o sétimo maior destino das exportações argentinas, que alcançou um valor de 1,8 bilhões de dólares em 2016, com uma balança comercial bilateral positiva para o país sul-americano.

Com o acordo, as exportações de alimentos (cereais, azeites, carnes, frutas e verduras), automóveis e autopeças, insumos para extração de hidrocarbonetos, produtos químicos e maquinário agrícola, entre outros, deixarão de ser tarifadas.

Cerca de 60% das exportações argentinas vão deixar de pagar para entrar no mercado egípcio e a redução de tarifas vai ser total em 10 anos.

O acordo tinha sido assinado em agosto de 2010 e ratificado por Brasil, Paraguai e Uruguai. Só faltava a aprovação do Congresso argentino.

"A entrada em vigor do acordo se insere na fase dinâmica de relacionamento externo em que o Mercosul ingressou durante a presidência 'pro tempore' da Argentina, com negociações em curso com a UE, a EFTA e vários países da Aladi, além da aproximação com países da Ásia, da África e da Oceania", afirmou o secretário de Relações Econômicas Internacionais, Horacio Reyser.

A Argentina entrega nesta sexta-feira a presidência do bloco ao Brasil durante a cúpula do Mercosul em Mendoza.

AFP