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O chefe de gabinete argentino, Jorge Capitanich

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O governo da Argentina rejeitou nesta segunda-feira a ameaça de um juiz dos Estados Unidos de ser declarada em desacato por não ter obedecido uma sentença a favor dos fundos especulativos, conflito que provocou um bloqueio judicial de um pagamento milionário da dívida pública.

O chefe de Gabinete, Jorge Capitanich, reiterou ainda o apelo da presidente Cristina Kirchner ao presidente americano, Barack Obama, para que intervenha no que o país sul-americano interpreta como violação de sua imunidade soberana.

"Em um país soberano como o nosso, não existe o desacato, e sim que se está violando a imunidade soberana do país", disse Capitanich.

O juiz federal americano Thomas Griesa advertiu na sexta-feira a Argentina sobre a possibilidade de ser declarada em "desacato" se o país insistir com "declarações falsas e enganosas" sobre o julgamento com os fundos, que provocou em 30 de julho um 'default' seletivo no pagamento de 539 milhões de dólares.

A decisão de Griesa ordena o país a pagar 1,3 bilhão de dólares em dinheiro, 100% da dívida com os fundos NML e outros litigantes, chamados no mundo financeiro de "abutres".

Griesa fez a advertência em reação aos anúncios publicados pela Argentina nos jornais New York Times e Wall Street Journal, nos quais nega ter entrado em 'default' e aponta o magistrado como responsável pelo fato de que os proprietários de bônus não possam receber os 539 milhões de dólares depositados na conta do fiduciário Bank Of New York Mellon.

"É preciso perguntar a Griesa para que explique", respondeu Capitanich a um jornalista que questionou sobre o significado do desacato.

AFP