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Argentina vai às urnas com peronismo como favorito para voltar à Presidência

Candidato à presidência argentina Alberto Fernandez após votar afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. outubro 2019 - 06:05
(AFP)

A Argentina vota neste domingo em eleições presidenciais com o candidato peronista de centro-esquerda Alberto Fernández como favorito contra o presidente liberal Mauricio Macri, considerado um amigo dos mercados financeiros, que acompanham de perto a votação.

Sob um clima de tensão em vários países da América Latina, com protestos no Chile, na Bolívia e no Equador, crise na Venezuela e eleições no Uruguai, a eleição da Argentina é fundamental na configuração de forças na região.

Ao votar, Alberto Fernández prometeu deixar para trás a feroz divisão política entre peronistas e seguidores de Macri, que está buscando a reeleição.

"Vai acabar o 'nós' e 'eles'", garantiu o advogado de 60 anos, companheiro de chapa da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015).

"Estamos em uma crise enorme, todos temos que ter muita responsabilidade pelo que virá. Esse é o esforo de todos", insistiu.

Já Macri expressou "ter a confiança dos argentinos para continuar construindo essa Argentina que sonhamos" ao ir votar.

"Hoje vivemos em uma Argentina na qual temos que valorizar a liberdade com que convivemos, o respeito com o qual convivemos e isto tem que se demonstrar hoje também", afirmou.

Quem vencer a disputa terá que alcançar consensos para sair da crise, o que é difícil em uma Argentina cada vez mais polarizada.

Macri, um engenheiro também de 60 anos, deixa seu mandato com o país na pior crise econômica desde 2001, com alta inflação (37,7% em setembro) e aumento da pobreza (35,4%).

- Tentativa de reverter resultado -

Se as pesquisas forem confirmadas, Fernández, um advogado de 60 anos, vencerá no primeiro turno: basta obter mais de 45% dos votos ou mais de 40% e exceder seu rival em mais de 10 pontos. Caso contrário, o segundo turno será em 24 de novembro.

A votação começou às 8h locais em um dia cinzento em Buenos Aires, com previsão de tempestades em diferentes partes do país. As urnas fecham às 18h. Os primeiros resultados começar a sair às 21h.

"Podemos ter que esperar até a apuração definitiva para saber exatamente o que aconteceu com as eleições", alertou o chefe de gabinete Marcos Peña em uma entrevista coletiva.

No último mes, Macri concentrou seus esforços em conquistar votos de indecisos e as abstenções para tentar levar o pleito ao segundo turno.

Seus simpatizantes alertam que pode haver surpresas, já que não houve pesquisas após a enorme manifestação de apoio ao presidente no sábado em Buenos Aires.

"Mauricio Macri ficou longe de ser perfeito, mas teve todas as boas intenções (...), e a última coisa que queremos é voltar ao passado. Doze anos de kirchnerismo não ajudaram, somos um país fracassado", lamentou Tomás Villar, estudante de ciência política de 23 anos.

A eleição de Macri em 2015 foi vista como um marco do retorno de governos liberais à América Latina, após anos de domínio da esquerda.

Fernández, que no início de agosto obteve 49% dos votos contra 32% de Macri, estava relaxado neste domingo e antes de votar, passeava com seu cachorro, Dylan, que se transformou em um personagem de campanha, com suas próprias contas no redes sociais.

"Temos que ficar calmos, aproveitando esse dia de felicidade em que os argentinos votamos", afirmou.

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