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Argentina vai testar vacina para COVID-19 (presidente)

Foto divulgada pela Presidência Argentina mostra o presidente Alberto Fernandez anunciando novas medidas contra o novo coronavírus, na residência presidencial de Olivos, Buenos Aires, Argentina, em 26 de junho de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. julho 2020 - 21:38
(AFP)

A Argentina foi selecionada para testar uma vacina contra a COVID-19, em um projeto promovido pela multinacional BioNTech-Pfizer, anunciou o presidente Alberto Fernández.

"A Argentina é o único país da região onde uma das fases de testes de uma possível vacina contra a COVID-19 será realizada", escreveu Fernández em uma rede social nesta sexta-feira (10).

A empresa alemã BioNTech e o laboratório farmacêutico americano Pfizer relataram resultados preliminares positivos para a iniciativa conjunta de vacinação contra o novo coronavírus em 45 participantes há uma semana.

A vacina experimental BNT162b1 "é capaz de gerar uma resposta de anticorpos neutralizantes em seres humanos em níveis maiores ou iguais aos observados nos soros convalescentes, e o faz em doses relativamente baixas", disse Ugur Sahin, diretor-executivo da BioNTech, citado em um comunicado de ambas as empresas em Washington.

Na capital argentina, as empresas explicaram em nota divulgada nesta sexta-feira que "a seleção de um centro na Argentina para realizar esses estudos foi baseada em diferentes fatores, que incluem a experiência científica,as capacidades operacionais da equipe do pesquisador principal, o epidemiologia da doença, assim como a experiência anterior da Argentina na condução de estudos clínicos".

O anúncio em Buenos Aires foi feito no final de uma audiência do presidente com os executivos da empresa e a Fundación Infant, na residência oficial de Olivos.

As empresas planejam iniciar a primeira fase dos estudos em julho, assim que receberam as aprovações regulatórias.

A vacina da Pfizer Inc. e da BioNTech SE é uma das doze que estão sendo testadas em seres humanos (fase clínica) em todo o mundo, de acordo com registros da Organização Mundial da Saúde (OMS), informou o governo em comunicado à imprensa.

A Argentina superou 90.000 infecções pelo coronavírus, com 1.749 mortes e quase 40.000 pacientes recuperados.

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