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Argentinos protestam contra o governo Macri, em Buenos Aires, no dia 2 de junho de 2016

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"É preciso construir uma paralisação geral", reivindicou, nesta quinta-feira, um dos líderes sindicais de uma passeata em Buenos Aires, que reuniu milhares de pessoas para protestar contra "os ajustes e as demissões" do governo de Mauricio Macri.

"Se não houver respostas para nossos pedidos" para conter as demissões no setor público e privado e os aumentos das tarifas nos serviços básicos, "é preciso construir uma paralisação geral", afirmou o líder da central operária CTA Autônoma, Pablo Micheli, no encerramento da marcha.

Mesmo debaixo de chuva e com uma temperatura de cerca de 10ºC, milhares de pessoas foram às ruas contra o que consideram uma política "de demissões e ajustes", como diziam os cartazes.

A manifestação não contou com o apoio da influente central operária peronista CGT, comandada pelo líder do Sindicato dos Caminhoneiros Hugo Moyano.

Com uma inflação acumulada de 25% desde o início do ano ano e em meio a drásticos ajustes nas tarifas de transporte, luz, água e gás, há protestos sindicais quase diariamente na Argentina.

Há duas semanas, o Congresso, controlado pela oposição, aprovou uma lei para conter as demissões em empresas estatais e privadas. Dois dias depois, Macri vetou o texto, alegando que não contribui para que as empresas invistam e gerem emprego. Foi a reação a sua primeira derrota legislativa desde que assumiu há quase seis meses.

AFP