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Membro das Farc em Colinas, em departamento Guaviare, em 14 de junho de 2017

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Começou nesta segunda-feira o recolhimento de armas das zonas onde estão concentrados os ex-combatentes das Farc, na Colômbia, em meio ao seu processo de reincorporação à vida civil, anunciou o governo.

"Já começaram a sair hoje os contêineres, as armas", disse à Caracol Radio o Alto Comissário para a Paz, Sergio Jaramillo, sobre o processo supervisionado pela ONU e apoiado pelas forças públicas.

"Foi feita uma programação com as Nações Unidas para concluir nas próximas semanas o processo, que é muito complexo, porque é necessária uma grande logística para transportar todas essas armas, de cada uma das 26 zonas de concentração até um ponto central em Bogotá", explicou.

Uma fonte da ONU disse à AFP que o processo começou nesta segunda-feira na zona de concentração de Monterredondo, departamento de Cauca. Jaramillo tinha dito na última sexta-feira que o recolhimento das armas aconteceria por vias aéreas e terrestres.

"É o fim definitivo do conflito, entramos em estado de normalidade. As Farc como organização militar já não existem, todos seus homens estão na vida civil", explicou nesta segunda Jaramillo.

As marxistas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a principal e mais antiga guerrilha da América, e o governo de Juan Manuel Santos assinaram em novembro um acordo para encerrar meio século de conflito armado.

O pacto, alcançado após quatro anos de negociações em Cuba, estabelece que até 1 de agosto o armamento das 26 zonas onde se concentram os ex-combatentes deve ser recolhido. O prazo, contudo, foi ampliado na última sexta até 15 de agosto.

Os ex-combatentes entregaram, no fim de junho, todos os 7.132 fuzis e atualmente avançam em sua transição para a vida civil e a criação do seu partido político, que pretendem lançar em 1 de setembro em Bogotá.

Três monumentos serão construídos com esse armamento recolhido: um em Bogotá, outro em Cuba e o último em Nova York, sede da ONU.

AFP