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A presidente chilena, Michele Bachelet, em Luque, Paraguai, no dia 20 de agosto de 2015

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O geógrafo Giorgio Martelli, um dos arrecadadores da campanha eleitoral da presidente Michelle Bachelet, foi colocado nesta segunda-feira em prisão domiciliar, ao final de uma audiência por "crimes fiscais".

A medida foi adotada pelo juiz Luis Aviles, que determinou "medida cautelar de prisão domiciliar para o acusado ​​Giorgio Martelli", segundo o Poder Judiciário.

Martelli é acusado de crimes fiscais como parte de uma investigação sobre o pagamento ilegal de recursos pela mineradora Soquimich, controlada até recentemente pelo ex-genro do ex-ditador Augusto Pinochet (1973-1990).

A Procuradoria chilena acusa Martelli de usar uma empresa fantasma - Asesorías y Negocios - para receber e distribuir fundos para a campanha política de Bachelet, antes do prazo legal estipulado na lei.

O procurador federal Sabas Chahuán, que conduz a investigação, estimou em 245 milhões de pesos (cerca de US$ 355.000) o montante recebido por Martelli através de "contratos simulados" entre 2012 e 2013.

Os pagamentos teriam sido feitos antes de Bachelet oficializar sua intenção de concorrer novamente à presidência do Chile, em março de 2013.

As datas são importantes porque a legislação chilena permite a contribuição de empresas para as campanhas políticas apenas 90 dias antes das eleições. Neste caso, a partir de agosto de 2013.

AFP