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Parte do novo elenco de "Dinastia" posa em Beverly Hills no dia 9 de setembro de 2017

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Penteados exagerados, as ombreiras, a roupa de lamê dourado e as disputas ferrenhas entre as protagonistas: "Dinastia" - aquela decadente apoteose de excessos dos anos 80 - está de volta com um remake do novo século.

Quase três décadas depois de sair do ar, a série de televisão volta em uma versão mais sexy, jovial e diversa, com dois personagens latinos.

A história protagonizada por Joan Collins, Linda Evans e John Forsythe foi o programa mais visto da televisão nos oito anos que esteve no ar.

O 'remake' do canal CW - que estreia em 11 de outubro - se concentra nas atribulações da poderosa família petroleira Carrington, com Grant Show ("Melrose Place") no papel de Blake Carrington, pelo qual Forsythe ganhou dois Globos de Ouro.

"Sempre comparo isso com Roger Moore substituindo Sean Connery. São sapatos grandes para se calçar, mas eram atores completamente diferentes", disse Show à AFP. "Ele fez sua própria interpretação e isso é o que eu vou fazer, não posso fazer o que John Forsythe fez".

Na série original (1981-1989), Blake representava o centro da moralidade, sequestrado pelas maquinações malignas da sua ex-esposa Alexis (Collins).

No entanto, nesta versão ele não será o homofóbico que dizia a seu filho Steven que suas opiniões não eram importantes porque ele era "um homem que colocava suas mãos em outro". Agora o jovem - interpretado por James Mackay - já "saiu do armário".

"Sinto que o meu Blake é mais vulnerável, está mais preocupado em como encaixa em sua família, com que Steve o ame. O Blake de John Forsythe era mais dominante, o meu se preocupa com a união da família, com que seu filho não o odeie", disse Show.

- Os latinos -

Em uma época em que o público se interessa tanto pelas vidas privadas de dinastias da vida real, como os Trump, Clinton, Murdoch e Kardashian, a série cai como uma luva.

Quando a versão original foi produzida, o país era outro, e a equipe de criação sentiu que seria necessário fazer vários ajustes para a audiência de hoje.

A personagem Krystle, interpretada por Evans na versão original, então uma recatada noiva provinciana, é agora uma poderosa mulher de negócios venezuelana, interpretada pela atriz peruana-australiana Nathalie Kelley ("UnReal").

Os escritores também dispensaram o casamento de fachada de Steven, que agora tem um amante latino interpretado pelo venezuelano Rafael de la Fuente.

A série já não está ambientada em Denver (Colorado, oeste), mas na multicultural Atlanta (Geórgia, sudeste), na qual a família rival Colby é negra.

"É uma cidade moderna, embora haja bolsões desse sangue azul, de linhagem, como em Buckhead, onde os Carrington vivem, mas queríamos uma cidade que refletisse o mundo e a companhia na qual Blake está tentando se segurar", explicou Josh Schwartz, cocriador do programa com Stephanie Savage, sua parceira de produção também na série de sucesso "Gossip Girl".

- E Alexis? -

A série entra para a lista de programas dos 80 e 90 remodelados para a audiência de hoje, como "Gilmore Girls", "Full House", "MacGyver", "Miami Vice", "Máquina Mortífera", "Twin Peaks", "Arquivo X", "Starksy and Hutch" e "Hawaii Five-O".

"Os anos 80 foram a década mais grandiosa e precisamos honrá-la, e estamos fazendo isso", disse Schwartz.

Richard e Esther Shapiro, criadores do programa original, se reuniram com a equipe de criação e o elenco da produção atual em uma sessão de debates na glamourosa Bervely Hills.

Durante o painel, Esther revelou que Richard costumava descrever o programa como "uma família enredada em torno de uma árvore incestuosa".

Nas apresentações prévias à sua estreia, o novo "Dinastia" já foi aplaudido, embora até agora Alexis não tenha aparecido, levantando dúvidas sobre o icônico personagem.

"Vocês a verão. Há planos para isso. Mas terão que esperar", lançou Schwartz, enigmático.

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AFP