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As eleições legislativas britânicas não deram a maioria absoluta a nenhum partido, abrindo as portas para várias combinações de governo, embora nenhuma se traduza em uma maioria clara e sólida

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As eleições legislativas britânicas não deram a maioria absoluta a nenhum partido, abrindo as portas para várias combinações de governo, embora nenhuma se traduza em uma maioria clara e sólida.

Levando em conta que a Câmara dos Comuns é composta por 650 deputados, matematicamente é necessário ter 326 deputados para alcançar a maioria absoluta.

Mas, na prática, a este número são somados os deputados do Sinn Fein da Irlanda do Norte, que nunca assumem as suas cadeiras, o porta-voz da Câmara e seus três adjuntos, que tampouco participam das votações, reduzindo a lista para dominar o Parlamento.

Com o resultado apurado em 648 das 650 circunscrições, estas são as possíveis combinações:

- Governo de minoria conservadora -

Conservadores = 317 cadeiras

Em um Parlamento sem maioria, um governo pode permanecer em seu lugar até que a Câmara rechace o seu programa ou perca uma moção de confiança.

A matemática indica que os conservadores poderiam tentar seguir adiante sozinhos e iniciar as negociações de separação com a União Europeia, mas teriam que ir com muito cuidado e moderar bastante as suas propostas.

- Acordo dos conservadores + DUP -

Conservadores (317) + DUP (10) = 327

O Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte, aliado tradicional dos conservadores, é abertamente pró-Brexit e manifestou estar disposto a fazer o necessário pelo bem do Reino Unido e da Irlanda do Norte.

- Acordo dos conservadores + liberal democratas -

Conservadores (317) + Liberal democratas (12) = 329

Repetir a coalizão que governou o Reino Unido entre 2010 e 2015 é improvável, dado que custou aos liberais democratas perder mais de 40 deputados nas eleições de dois anos atrás.

- Aliança progressista liderada pelos trabalhistas -

Trabalhistas (261) + SNP (35) + Liberal democratas (12) + Sinn Fein (7) + Plaid Cymru (4) + Verdes (1) = 320

É a única possibilidade viável para os trabalhistas de superar os conservadores, mas que os coloca diante de uma questão: estes afirmam que não querem governar em coalizão, o que significaria acordar o apoio pontual de todas estas forças para cada lei.

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