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Visitantes aguardam para entrar no Salão de Eletrônica de Berlim, em 2 de setembro de 2016

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A apenas alguns meses do Natal, o ápice das compras de produtos tecnológicos, o Salão IFA de Berlim revelará a partir desta sexta-feira as novas tendências do setor para o público em geral.

Viagem ao universo da realidade virtual

A realidade virtual está na boca de todos este ano no IFA. Ao apresentar seu último relógio inteligente, na noite de quarta-feira, a Samsung também propôs aos presentes que dessem uma volta em uma montanha russa com seu óculos-capacete de realidade virtual Gear VR.

Mirando, por enquanto, principalmente nos fãs de videogames, a realidade virtual encontra cada vez mais aplicações. No turismo, na exibição de shows ou competições esportivas para um público que não está no local ou para vivenciar a informação mais de perto, como no caso do jornal New York Times, que propõe vídeos em 3D.

"A lista de possibilidades aumenta a cada dia", garante Hans-Joachim Kamp, presidente da federação alemã de eletrônica para o público geral, Gfu. Segundo a consultora Deloitte, a realidade virtual vai influenciar todo o setor da alta tecnologia, porque esta requer conteúdos adaptados, smartphones ou computadores com imagem de alta resolução, assim como capacetes ou óculos de realidade virtual ou plataformas que reúnam os conteúdos disponíveis, como o Daydream do Google, que chegará no próximo outono.

Relógios inteligentes

Quando apareceram os primeiros relógios inteligentes há alguns anos, a ideia era que fossem parecidos com um smartphone de pulso, e eles eram, em geral, quadrados ou retangulares. Os últimos modelos mostram que os fabricantes procuram que estes se pareçam mais com um relógio clássico, a fim de conquistar um público além dos loucos por aparelhos eletrônicos.

Os novos Gear S3 da Samsung ou o ZenWatch3 da Asus, apresentados no IFA, são um exemplo. Redondos, com uma pulseira clássica de couro ou de plástico e ponteiros sobre uma esfera permanentemente iluminada.

"Acreditamos que o mercado dos relógios inteligentes dobrará em dois anos, mas para poder popularizar verdadeiramente esses produtos, é necessário se introduzir no mundo dos relógios", disse à AFP Guillaume Berlemont, diretor de marketing de produtos móveis da Samsung França.

A empresa de consultoria Gartner estima que serão vendidos 67 milhões de relógios inteligentes no mundo em 2017, contra os 30 milhões em 2015.

Televisores: continua a corrida pela alta definição

A corrida para fabricar televisores cada vez maiores deu lugar àquela para conseguir uma imagem mais nítida, com aparelhos cada dia mais finos e com melhor resolução. Os corredores do IFA se encheram de telas ultra-HD (ou 4K), LCD ou Oled. Também se impõe a tecnologia HDR ("High Dynamic Range"), que faz com que as cores pareçam mais reais e que melhora os contrastes.

A fabricante Sharp foi mais longe e aposta na criação de televisores que deixarão de ser unicamente retangulares e que poderão adotar qualquer forma, graças a uma tecnologia batizada IGZO.

Estimuladas pela Eurocopa de futebol ou pelos Jogos Olímpicos, as vendas de televisores aumentaram 4,8% na Europa, chegando a 23,3 milhões de aparelhos vendidos, no primeiro semestre de 2016, segundo a consultora GfK. Já as vendas dos televisores Full-HD aumentaram até 4,1 milhões de unidades, contra 1,6 milhão vendidos no ano anterior. Além disso, mais de 40% dos televisores vendidos no mundo têm conexão à internet.

Quando os eletrodomésticos falam com os smartphones

Uma vez mais, o IFA se converteu em um expositor das residências conectadas, com a apresentação de eletrodomésticos tão avançados como uma geladeira que indica quantos iogurtes restam, um aquecedor que diminui sua potência quando uma janela é aberta ou uma máquina de lavar que pode ser programada à distância.

A casa pode ser controlada de longe a partir do telefone ou do tablet para que os aparelhos consumam o mínimo possível de energia. Nesse sentido, o alemão Bosch apresentou o seu sistema "Home Connect", que permite, através de um aplicativo no smartphone - sempre e quando os aparelhos sejam compatíveis -, preparar um cappuccino à distância, diminuir a temperatura do forno sentado no sofá ou deixar que o lava-louças escolha o programa mais eficiente.

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AFP