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(Arquivo) Os cadáveres de cinco pessoas, com as mãos amarradas por fitas adesivas e com sinais de tortura, foram localizados em um apartamento de um bairro de classe média na Cidade do México

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Centenas de pessoas, na maioria comunicadores, protestaram neste domingo em Veracruz, no México, contra o assassinato do fotojornalista Rubén Espinosa e mais quatro mulheres. Os corpos das vítimas foram encontrados no último sábado em um apartamento na Cidade do México.

O corpo de Espinosa, fotojornalista de 31 anos, foi identificado na noite de sábado após ser encontrado baleado e com sinais de tortura. Durante esta madrugada, um grupo de pessoas se reuniu no centro da cidade de Xalapa, capital do estado mexicano de Veracruz, onde há dois meses ele vivia e trabalhava.

Em praça pública, os manifestantes colocaram velas e cartazes com mensagens contra o governo de Veracruz e criminosos, apontados como os principais agressores de jornalistas desse distrito mexicano, considerado um dos mais perigosos para exercer a profissão.

Junto com Espinosa também foram encontradas quatro mulheres, que seriam amigas do fotojornalista. Uma delas era ativista de direitos humanos em Veracruz.

Espinosa se mudou para a capital mexicana em junho após ter sofrido agressões em Veracruz, incluindo de policiais em 2013. Recentemente, a vítima vinha sendo intimidada.

Espinosa dava ampla cobertura a manifestações que exigiam o esclarecimento de assassinatos de profissionais de comunicação.

De acordo com os Repórteres sem Fronteiras, o México é um dos países que oferece maior risco para o exercício do jornalismo, com mais de 80 assassinatos e 17 desaparecimentos de profissionais dessa área na última década.

AFP