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Entrada da cela de Guzmán

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Milhares de pessoas, na maioria comunicadores, protestaram neste domingo em diferentes cidades do México contra o assassinato do fotojornalista Rubén Espinosa e mais quatro mulheres. Os corpos das vítimas foram encontrados no último sábado em um apartamento na Cidade do México.

O corpo de Espinosa, fotojornalista de 31 anos, foi identificado na noite de sábado após ser encontrado baleado e com sinais de tortura. Durante esta madrugada, um grupo de pessoas se reuniu no centro da cidade de Xalapa, capital do estado mexicano de Veracruz, onde há dois meses ele vivia e trabalhava.

Em praça pública, os manifestantes colocaram velas e cartazes com mensagens contra o governo de Veracruz e criminosos, apontados como os principais agressores de jornalistas desse distrito mexicano, considerado um dos mais perigosos para exercer a profissão.

A cidade teve mais um protesto nesse domingo, mas a maior manifestação foi registrada nesta tarde na Cidade do México, quando cerca de 2.000 pessoas se concentraram no turístico "Angel de la Independencia".

Em Guadalajara, Chilpancingo, Acapulco, Oaxaca e Cancún também houve manifestações contra o crime.

Junto com Espinosa também foram encontradas quatro mulheres, que seriam amigas do fotojornalista. Uma delas, identificada como Nadia Vesa, era ativista de direitos humanos em Veracruz. Presume-se que outra das três mulheres seja colombiana.

"Cada uma das vítimas apresentava uma ferida na cabeça produzida por disparo de arma de fogo e algumas escoriações em diversas partes do corpo", informou em coletiva de imprensa o promotor Rodolfo Ríos.

Segundo Ríos, as autoridades trabalham com "várias linhas de investigação", incluindo roubo. Ele não especificou se há elementos que indiquem que o homicídio de Espinosa esteja relacionado ao seu trabalho.

Ríos diz que Espinosa se mudou para a capital mexicana em busca de "novas oportunidades", mas o próprio fotojornalista e algumas ONGs haviam alertado em junho que ele sofreu agressões e intimidações em Veracruz.

Espinosa dava ampla cobertura a manifestações que exigiam o esclarecimento de assassinatos de profissionais de comunicação.

De acordo com os Repórteres sem Fronteiras, o México é um dos países que oferece maior risco para o exercício do jornalismo, com mais de 80 assassinatos e 17 desaparecimentos de profissionais dessa área na última década.

AFP