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O conselheiro de Segurança nacional, H.R. McMaster, fala à imprensa durante coletiva de imprensa, acompanhado do secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, na Casa Branca, 31 de julho de 2017

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O assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, Herbert Raymond "HR" McMaster, descartou uma intervenção militar de seu país na Venezuela, mergulhada em uma grave crise política e econômica, em entrevista divulgada neste sábado.

"Não, não acredito", respondeu o general ao ser consultado sobre um eventual envio de tropas americanas à Venezuela.

Ali, a Assembleia Constituinte do presidente Nicolás Maduro sofre a forte resistência de líderes opositores por considerá-la uma "fraude" para mantê-lo no poder e instaurar um sistema político similar ao de Cuba, de partido único e onde a oposição é ilegal.

"O que realmente se requer é que todos tenham uma única voz sobre a necessidade de proteger os direitos e a segurança do povo venezuelano", acrescentou McMaster em um programa da MSNBC, emitido no sábado, mas gravado na quarta-feira passada.

O alto oficial militar destacou as "consequências devastadoras" do que chamou de uma "ditadura autoritária" na Venezuela, mas também sobre a segurança regional.

No entanto, lembrou que a "longa história" de intervenção americana na América Latina causou "problemas no passado" e Washington não quer dar a "este regime ou a outros" a oportunidade de dizer que "os ianques (...) são a causa do problema".

"É importante para nós colocarmos a responsabilidade desta catástrofe nos ombros de Maduro. Foi ele quem a causou e é ele quem a perpetua", afirmou.

Os Estados Unidos aplicaram na semana passada sanções jurídicas e financeiras a Maduro, a quem qualificou de "ditador" por levar adiante a Constituinte, que iniciou os trabalhos neste sábado, em meio a denúncias de "fraude" na eleição de seus integrantes.

AFP