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Conselheiro econômico da Casa Branca, Gary Cohn, o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, e o presidente Donald Trump

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O principal conselheiro econômico de Donald Trump criticou, nesta sexta-feira, a Casa Branca por não ser mais firme na condenação à violência provocada por neonazistas e supremacistas brancos nas manifestações de Charlottesville, Virgínia, que deixaram uma mulher morta.

Gary Cohn, líder do conselho econômico nacional da Casa Branca, é um dos mais proeminantes judeus na administração de Trump. Ele também é um dos funcionários com maior peso a se pronunciar acerca da resposta de Trump aos incidentes.

"Essa administração pode e tem que fazer melhor em condenar consistente e inequivocadamente esses grupos e fazer tudo que pudermos para curar as profundas divisões que existem em nossas comunidades", disse Cohn ao Financial Times, sem citar Trump especificamente.

Cohn disse que precisou enfrentar "uma grande pressão" para deixar o governo após o presidente estabelecer uma equivalência moral entre supremacistas brancos e os manifestantes antirracistas.

Trump disse que "os dois lados" tinham parte da culpa pela violência em Charlottesville e que havia "muita gente boa" entre os supremacistas brancos que protestavam.

O conselheiro se afastou do presidente ao dizer ao jornal que "cidadãos que lutam pela igualdade e pela liberdade nunca podem ser equiparados com supremacistas brancos ou neonazistas.

Ele também disse que decidiu não renunciar ao seu posto porque poderia fazer mais mantendo-se na administração.

"Como um patriota, fico relutante de deixar meu posto, porque sinto que tenho que honrar meu compromisso de trabalhar a favor do povo americano", disse.

"Como um judeu americano, não permitirei que neonazistas entoem cânticos que dizem 'os judeus não vão nos substituir' só para esse judeu deixar seu trabalho", garantiu.

Outro judeu americano da equipe de Trump pressionado a abandonar seu cargo, o secretário de Tesouro Steven Mnuchin se recusou a fazê-lo e defendeu Trump.

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AFP