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O acontecimento foi transmitido pela televisão da Nasa, que interrompeu sua cobertura de uma caminhada espacial russa para transmitir a histórica degustação

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Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) provaram nesta segunda-feira a primeira alface cultivada no espaço, o que foi descrito pelos cientistas como mais um passo para permitir missões tripuladas a Marte.

"Nossos primeiros vegetais foram colhidos e consumidos por astronautas no espaço!", escreveu a Nasa em sua conta do Twitter.

O acontecimento foi transmitido pela televisão da Nasa, que interrompeu sua cobertura de uma caminhada espacial russa para transmitir a histórica degustação.

Se os exploradores espaciais puderem cultivar sua própria comida enquanto estão distantes da Terra terão mais possibilidades de sobreviver aos rigores da exploração do espaço profundo, que duraria meses ou inclusive anos, segundo a Nasa.

"Há evidências que apoiam (a ideia de que) os alimentos frescos, como tomates, mirtilos e alface vermelha são uma boa fonte de antioxidantes", indicou Ray Wheeler, cientista da Nasa no Centro Espacial Kennedy da Flórida.

"Ter alimentos frescos como este disponível no espaço pode ter um impacto positivo no humor das pessoas e também pode fornecer proteção contra a radiação no espaço", acrescentou.

A alface vermelha foi cultivada em uma caixa especial de crescimento de plantas chamada Veg-01, e foi levada para o espaço a bordo da nave SpaceX Dragon.

As sementes estavam em travesseiros de enraizamento e foram ativadas pelo astronauta americano Scott Kelly no dia 8 de julho, disse a Nasa. As plantas cresceram por 33 dias antes de ser colhidas.

Uma colheita anterior de alface havia sido cultivada no ano passado no espaço, mas não foi provada pelos astronautas, sendo enviada à Terra para realizar testes de segurança.

Os astronautas limparam cuidadosamente as folhas com toalhas desinfetantes antes de consumi-las, explicou a Nasa em seu site.

Podiam comer apenas a metade das folhas. As demais precisaram ser separadas para ser congeladas na estação até que possam ser enviadas à Terra para análises científicas.

AFP