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Fumaça é vista após bombardeio em 29 de setembro de 2017 no distrito de Jobar, a leste de Damasco

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Dezesseis pessoas morreram nesta segunda-feira em um ataque suicida contra uma delegacia de polícia de Damasco, visada há cerca de dez meses por um ataque similar.

O principal reduto do regime de Bashar al-Assad, a capital da Síria foi abalada por vários atentados sangrentos desde o início da guerra em 2011, mas tem sido relativamente poupada dos combates.

O duplo atentado suicida desta segunda-feira coincide com as vitórias nos últimos meses do regime sobre os jihadistas e rebeldes pelo país.

O ataque visou uma delegacia do bairro de Midane, uma área comercial no sul da capital da Síria.

"Dois terroristas suicidas se explodiram (...) fazendo mortos entre os civis e membros da polícia", indicou o ministério do Interior.

Pelo menos 16 pessoas foram mortas - oito policiais, quatro civis e quatro vítimas não identificadas - informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Um dos dois suicidas conseguiu escalar o primeiro andar da delegacia de polícia, segundo o ministro do Interior, Mohammed Ibrahim al-Chaar, questionado pela televisão estatal.

O canal exibiu imagens de uma sala com as paredes enegrecidas e janelas quebradas, enquanto a camisa preta do uniforme de um policial se escondia no meio de entulho.

De acordo com o OSDH, o duplo atentado suicida foi precedido pela explosão de um carro-bomba perto da delegacia de polícia.

A capital síria é controlada pelo regime de Bashar al-Assad, embora os rebeldes controlem algumas áreas, incluindo o distrito de Jobar, no leste da cidade.

O último atentado na capital foi há três meses. No início de julho, ao menos 18 pessoas morreram em um atentado suicida no leste de Damasco.

Enquanto isso, oito combatentes do Hezbollah libanês, aliado do regime de Damasco, morreram em um ataque aéreo com drone no centro da Síria, informou o OSDH.

O OSDH, que não conseguiu identificar o drone, indicou que o ataque foi contra uma posição do movimento armado perto da cidade de Al-Sujna, no deserto sírio.

Desde 2011, a guerra na Síria matou mais de 330.000 pessoas.

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AFP