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Sírios inspecionam o local do atentado suicida, na praça Tahrir, em Damasco, em 2 de julho de 2017

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Pelo menos 18 pessoas morreram, e várias ficaram feridas neste domingo (2), em um atentado suicida na praça Tahrir em Damasco - o mais letal ataque contra a capital síria nos últimos meses.

"Depois de perseguirem três carros-bomba, as autoridades conseguiram explodir dois deles na estrada para o aeroporto. Cercaram o terceiro na praça Al-Ghadir - uma zona de Tahrir -, no bairro de Bab Tuma, onde o terrorista se detonou, matando e ferindo vários civis", declarou o Ministério do Interior, em nota divulgada pela Sana.

De acordo com o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, a deflagração dos dois carros-bomba alcançados por disparos das forças de segurança na entrada de Damasco matou os motoristas desses veículos.

"Morreram 18 pessoas", disse Abdel Rahman à AFP, acrescentando que pelo menos sete membros das forças de segurança sírias e dois civis estão entre os mortos.

- Danos materiais significativos

No local, o que se vê são danos materiais significativos causados pela explosão, com cerca de 15 carros atingidos. Alguns ficaram totalmente carbonizados.

Perto dali, uma mulher chorava em seu apartamento. A varanda desabou por causa da onda expansiva da deflagração, e sua filha teve de ser internada, ferida por estilhaços de vidro. Na sala, o chão estava coberto de vidro e de pedras.

"Ouvimos disparos às 6h (meia-noite deste domingo em Brasília) e, depois, houve uma explosão, que arrebentou as janelas dos edifícios do bairro", relatou à AFP Mohamed Tinawi, que mora na praça Tahrir.

Ele contou ainda que viu voluntários do Crescente Vermelho socorrendo dois militares, além de carros calcinados e danos materiais no posto de controle das forças de segurança.

Imagens da praça Tahrir transmitidas pela televisão síria mostram um posto de controle das forças de segurança atingido pelas chamas e a fachada de um prédio muito danificada.

De um modo geral, Damasco se manteve à margem dos violentos combates que devastam o país desde o início de 2011. Em contrapartida, a capital foi abalada por atentados letais que deixaram dezenas de mortos.

Em 15 de março deste ano, dois atentados suicidas foram cometidos na cidade em menos de duas horas, com saldo de 32 mortos. O Estado Islâmico (EI) assumiu esses ataques contra um tribunal e contra um restaurante.

Cinco dias antes, um duplo ataque reivindicado pelo antigo braço da Al-Qaeda na Síria havia deixado 74 mortos.

A guerra na Síria já deixou mais de 320 mil mortos e milhões de deslocados desde março de 2011.

AFP