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Além deste ataque, outro homem-bomba matou oito civis e um soldado na cidade de Al Baghdadi, às margens do rio Eufrates

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O atentado de um homem-bomba matou doze civis que tentavam fugir da cidade antiga de Mossul, onde os extremistas do grupo radical Estado Islâmico (EI) resistem à ofensiva das forças iraquianas neste que é seu último reduto urbano no Iraque.

O atentado acontece após a destruição na quarta-feira à noite pelo EI da mesquita Al-Nuri - onde o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, declarou em julho de 2014 um 'califado' nos territórios controlados no Iraque e na Síria - e seu famoso minarete inclinado, na cidade velha de Mossul.

"Há 12 mortos e mais de 20 feridos em nosso hospital, entre mulheres e crianças", disse à AFP Ahmed Hashem, médico militar do exército iraquiano.

O atentado aconteceu no bairro Mashahda, na cidade antiga.

"O homem-bomba se infiltrou num grupo de pessoas desabrigadas e explodiu no meio delas, antes da chegada de nossas tropas", declarou um coronel da 16ª divisão de infantaria. Ele explicou que, como a região do ataque não está inteiramente sob controle, eles ainda não têm um balanço definitivo do número de vítimas.

Vários perigos

Segundo Abdel Ghani al-Assadi, comandante das forças de combate ao terrorismo (CTS), cerca de 8.000 pessoas conseguiram fugir da cidade velha desde o início da ofensiva das forças iraquianas neste setor em 18 de juhno.

Cerca de 100 mil pessoas seguem presas da região e são usadas pelos radicais como "escudos humanos" contra os militares iraquianos.

As forças de segurança temem que os iraquianos membros do EI tentem fugir da cidade misturando-se aos civis, enquanto os jihadistas chechenos, franceses e de outras nacionalidades se preparam para chegar ao front e lutar até a morte.

Além deste ataque, outro homem-bomba matou oito civis e um soldado na cidade de Al Baghdadi, às margens do rio Eufrates. O autor fazia parte de um grupo de quatro atacantes que se infiltraram no bairro dos mártires.

"As forças armadas conseguiram matar os três homens-bomba após cercá-los em uma casa e acionar a tiros seus coletes explosivos", relatou um oficial.

"O quarto conseguiu se esconder e explodiu logo em seguida, entre civis e soldados", contou o agente por telefone à AFP, em Habbaniyah, província de Al Anbar.

Os civis que habitam os setores da cidade velha de Mossul ainda sob controle do EI enfrentam vários perigos.

Aqueles que tentam fugir precisam atravessar as linhas de combate. Os que decidem ficar ou não têm outra escolha, enfrentam escassez de água e comida, além dos bombardeios diários.

Autoridades iraquianas e da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que apoia as forças iraquianas, viram a destruição da mesquita e do minarete como um sinal de iminente queda da cidade velha.

"Cerca de 50% da cidade velha foi reconquistada. Nós não controlamos a mesquita (Al-Nuri), mas isso será feito em 48 horas", declarou um membro da CTS.

Já o general Assadi foi mais cauteloso sobre o tempo que levaria para que seus homens libertem as últimas áreas nas mãos dos jihadistas. "Deve levar semanas", disse ele.

AFP