AFP

Oficiais de segurança examinam local de uma explosão, em Mastung, em 12 de maio de 2017

(afp_tickers)

Ao menos 17 pessoas morreram nesta sexta-feira em um atentado suicida dirigido contra um senador, que ficou ferido, na província paquistanesa do Baluchistão, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Um funcionário do governo local e uma fonte policial confirmaram que a explosão foi provocada por um homem-bomba que estava em uma moto.

Trinta pessoas ficaram feridas no ataque, segundo o médico Daad Muhammad, administrador de um hospital local.

O EI reivindicou o atentado em um comunicado divulgado por sua agência de propaganda Amaq. O texto afirma que a ação foi executada por um "homem-bomba que usava um cinturão de explosivos e que tinha como alvo o comboio do vice-presidente do Senado, Maulana Abdul Ghafoor Haideri".

"Estou vivo. Alá salvou minha vida", declarou o senador Haideri ao canal GEO.

"De repente aconteceu a explosão, pedaços do para-brisa caíram em mim. Estou ferido, mas vivo. O motorista e outras pessoas que estavam sentadas perto de mim estão gravemente feridas", completou.

Haideri é um dirigente do partido religioso Jamiat Ulema-e-Islam Fazl (JUI-F), um dos mais poderosos do país e que já foi alvo de atentados no passado, apesar de ter atuado como mediador nas negociações entre os talibãs e o governo.

O Baluchistão, perto da fronteira com Irã e Afeganistão, é uma província rica em recursos minerais e muito instável, onde atuam vários grupos nacionalistas e islamitas rebeldes. Desde 2004 morreram centenas de soldados e rebeldes.

No momento da explosão o comboio estava no distrito de Mastung, que fica a quase uma hora por estrada ao leste da capital da província, Quetta.

AFP

 AFP