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Homem homenageia vítimas que morreram no ataque ao Bataclan, em Paris, em 13 de novembro de 2017

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O ataque em um trem no norte da França em 2015, os atentados de Paris no final daquele ano e os de Bruxelas em março de 2016 poderiam ser fruto de "uma única operação" do grupo Estado Islâmico, apontou nesta segunda-feira (13) a Procuradoria belga.

No segundo aniversário dos atentados que deixaram 130 mortos na capital francesa, o procurador federal belga, Frédéric Van Leeuw, deu uma entrevista à emissora de rádio La Première, na qual comentou os avanços da investigação, realizada em grande parte na Bélgica.

"Nos damos conta de que efetivamente [a célula extremista desmantelada na cidade belga de] Verviers, [o trem] Thalys, o 13 de novembro [em Paris], os atentados de 22 de março fazem parte de uma extensa e talvez única operação do Daesh", disse o magistrado, referindo-se ao EI por seu acrônimo em árabe.

Em Verviers, uma localidade próxima a Liège, uma operação policial permitiu em 15 de janeiro de 2015 desmantelar uma célula extremista a ponto de cometer um atentado contra policiais.

A investigação revelou que a célula era dirigida à distância por um belga de origem marroquina, Adbelhamid Abaaoud, ex-combatente do EI na Síria e homem-chave dos atentados de novembro em Paris, que morreu cinco dias depois desses ataques em uma operação policial nos arredores da capital francesa.

Abaaoud também teve um papel importante na organização do atentado fracassado do Thalys Amsterdã-Paris, em 21 de agosto de 2015.

Segundo Van Leeuw, a passagem do tempo "complica as coisas" para os investigadores. "Por exemplo, em relação à telefonia, há dados que já não temos acesso", explicou.

As pesquisas sobre os ataques de 13 de novembro mostraram que os atentados de Paris foram organizados principalmente da Bélgica por homens da rede de Abaaoud, que seguiram ordens do alto comando do grupo EI.

Outros membros da mesma célula extremista franco-belga perpetraram os ataques de 22 de março de 2016, que deixaram 32 mortos em Bruxelas.

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AFP