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Nascer do sol em Jacarta, Indonésia, em 9 de março de 2016

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Injetar bilhões de partículas reflexivas na estratosfera pode contribuir para resfriar a Terra, mas também influenciaria a intensidade das tempestades tropicais, adverte um estudo publicado nesta terça-feira (14).

Se estes aerossóis fossem disseminados no hemisfério norte, menos furacões atingiriam o Atlântico norte e seriam menos violentos, mas se as partículas viessem do hemisfério sul, estes seriam reforçados, destaca o estudo, publicado na Nature Communications.

A região do Sahel poderia sofrer secas ainda piores, acrescentaram os pesquisadores do Met Office, que estudaram o impacto destas técnicas no oceano e na atmosfera.

A comunidade internacional estabeleceu como meta limitar o aquecimento global abaixo de 2°C com relação à era pré-industrial.

Mas os esforços para reduzir as emissões de gás de efeito estufa não têm sido suficientes e levam alguns cientistas a imaginar "soluções milagrosas" para conter a temperatura.

O controle da radiação solar está entre estas propostas de "geoengenharia": a ideia é evitar que uma parte dos raios solares atinja a Terra, dispersando partículas reflexivas que os devolvam ao espaço.

Está previsto que este dispositivo seja posto à prova em pequena escala no final de 2018 no Arizona.

Outras pesquisas já alertaram para as possíveis consequências deste tipo de ação nas precipitações, especialmente nas chuvas de monção. Também destacaram o perigo de um "choque": um aquecimento repentino se o sistema falhar.

Em seu estudo, os cientistas exigem uma "adoção rápida de uma regulamentação internacional para controlar em larga escala a geoengenharia solar".

A decisão unilateral de um país de aplicar este tipo de técnica "pode ter impactos potencialmente devastadores em outras regiões", advertem.

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AFP