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Moradores das comunidades do Jacarezinho e de Manguinhos pedem paz no Rio, em 20 de agosto de 2017

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Cerca de 200 pessoas se reuniram neste domingo para protestar contra a violência e percorrer as ruas da comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, onde os confrontos armados entre policiais e traficantes deixaram sete mortos nos últimos dias.

"Vivemos com medo, as pessoas têm medo de sair de casa porque sabem que podem ser atingidas por balas perdidas", lamenta Carmen Camerino, de 49 anos, que participava da Marcha pela Paz, organizada pela ONG Observatório de Favelas.

"Os tiroteios podem acontecer em qualquer momento do dia. Sequer dá para dormir por causa dos tiros no meio da noite, e há uma semana as crianças não vão para a escola", afirma esta moradora do Jacarezinho.

Nesta comunidade situada na Zona Norte do Rio, as trocas de tiros aterrorizam a população desde 11 de agosto, quando um policial de 36 anos morreu durante uma invasão das forças de segurança para tentar capturar um grupo de criminosos.

Segundo os serviços de saúde municipais, duas pessoas morreram no sábado, uma mulher de 50 anos e um homem de 24. Outras três ficaram feridas, uma delas com gravidade.

"Essa violência tem que terminar. Quantas vidas terão que ser tiradas para vingar a morte de um policial?", indigna-se Telma Silva de Assis, de 39 anos, cujo pai e irmão morreram por balas perdidas.

Ao mesmo tempo, os parentes do policial morto se concentravam na praia do Recreio, na Zona Oeste da cidade, para protestar contra o aumento da criminalidade em um ato em homenagem que reuniu inúmeros surfistas conhecidos da vítima. Trata-se do 97º agente morto em serviço no estado do Rio desde o início de 2017.

Diante desta escalada da violência, o governo federal enviou no fim de julho cerca de 10.000 homens que já participaram de duas grandes operações contra as facções criminosas nas comunidades, onde vive um quarto da população carioca.

O Rio de Janeiro registrou no primeiro semestre 3.457 homicídios, o maior número desde 2009, e um aumento de 15% em relação ao primeiro semestre de 2016, segundo dados do Instituto de Segurança Pública.

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AFP