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(Reprodução de vídeo) O militante taiwanês Lee Ming-cheh no tribunal de Yueyang, China

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Um ativista taiwanês pró-democracia admitiu à Justiça chinesa, nesta segunda-feira (11), as acusações de "subversão", um julgamento que foi denunciado pelos defensores dos direitos humanos e que pode aumentar a tensão entre Pequim e Taipé.

O processo corre em um tribunal da província de Hunan, no centro da China.

Julgado por artigos, nos quais defende a democracia e critica o Partido Comunista Chinês, Lee Ming-Cheh compareceu à corte ao lado de outro acusado chinês, Peng Yuhua.

Em um vídeo divulgado pelo tribunal, Lee admite as acusações de "subversão contra o poder de Estado" anunciadas contra ele. Depois, admite que escreveu e divulgou artigos denunciados na Internet.

"Sei que violava a lei chinesa com meu comportamento (...) Expresso minha culpa e meu arrependimento", conclui Lee.

O funcionário de uma ONG de defesa dos direitos humanos foi detido em março durante uma viagem à China continental e impedido, durante meses, de ter qualquer contato com seus familiares.

As autoridades chinesas finalmente confirmaram sua detenção, por suspeita de ter colocado "a Segurança Nacional em perigo".

Lee escreveu os artigos enviados a Peng Yuhua, a quem havia conhecido pela Internet e com quem se reuniu em várias ocasiões na China, explicou o taiwanês em suas respostas ao promotor.

Partidários de Lee se reuniram na entrada do tribunal, na cidade de Yueyang.

A ONG Anistia Internacional afirmou que Lee Ming-Cheh apoiava há muito tempo ativistas e associações da sociedade civil na China continental.

"É uma paródia de julgamento", disse Patrick Poon, da Anistia Internacional.

"É totalmente impossível que este julgamento seja justo de acordo com os parâmetros internacionais", completou.

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AFP