Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Oficialmente, a Rússia exportou 91 mamíferos marinhos vivos - incluindo focas, baleias e golfinhos - desde o início de 2016, e 84 deles foram para a China, de acordo com os dados de alfândegas disponíveis.

(afp_tickers)

Uma jovem baleia beluga, presa em uma rede, olha para baixo enquanto a tripulação de um barco pesqueiro oxidado russo atracado em um porto oriental a puxa com a ajuda de um cabrestante.

Seus captores a bordo do barco colocam o animal junto com outras três baleias beluga e uma fileira de outros mamíferos marinhos, como focas.

As imagens, divulgadas em um documentário russo recente, põe em evidência um comércio obscuro e pouco regulado de mamíferos marinhos, que transformou a Rússia no maior provedor de algumas espécies para aquários do mundo todo.

Os ativistas documentaram condições horríveis e belugas mortas sendo enterradas às pressas, em um contexto em que os comerciantes exploram um vazio jurídico para convertê-lo em um negócio lucrativo.

"Começamos realizando um filme sobre aquários, não imaginávamos o enorme negócio que há por trás deles, um grande sistema corrupto", disse Gayane Petrosyan, que dirigiu o filme "Born Free", lançado no início deste ano.

Enquanto muitos países no mundo todo estão proibindo o uso golfinhos para entretenimento, o setor se expande na China e os animais russos são seu produto principal.

"Os animais são tratados como mercadoria", denunciou Petrosyan.

Oficialmente, a Rússia exportou 91 mamíferos marinhos vivos - incluindo focas, baleias e golfinhos - desde o início de 2016, e 84 deles foram para a China, de acordo com os dados de alfândegas disponíveis.

A cada ano, o governo permite aos comerciantes capturarem cerca de 10 orcas e 150 belugas para zoológicos e parques temáticos, segundo Dimtry Glazov, vice-presidente do Conselho de Cientistas de Mamíferos Marinhos da Rússia.

Os ativistas acreditam que estes números são mais altos. Segundo eles, os pescadores abusam das cotas para capturar animais com fins educativos ou científicos, com a intenção de exportá-los comercialmente.

AFP