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Rose McGowan, uma das primeiras atrizes a acusar o produtor cinematográfico Harvey Weinstein de estupro, denunciou nesta sexta-feira o que chamou de uma cultura generalizada de má conduta sexual em Hollywood, e exortou as mulheres a lutarem

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Rose McGowan, uma das primeiras atrizes a acusar o produtor cinematográfico Harvey Weinstein de estupro, denunciou nesta sexta-feira (27) o que chamou de uma cultura generalizada de má conduta sexual em Hollywood, e exortou as mulheres a lutarem.

"Eu guardei silêncio durante 20 anos. Me chamaram de puta, me envergonharam, me assediaram, me caluniaram. E sabem o que? Sou só uma pessoa como vocês", disse McGowan, de 44 anos.

Foram os primeiros comentários públicos da atriz desde a divulgação de suas acusações contra Weinstein, no início do que em pouco tempo se tornou uma avalanche de denúncias de assédio sexual, agressão e estupro contra um homem que foi uma das pessoas mais poderosas da indústria do cinema.

O ex-produtor negou ter tido relações sexuais não consentidas com suas acusadoras.

McGowan fez alusão também a declarações de 2005 do atual presidente americano, Donald Trump, nas quais ele afirmou que podia apertar os genitais de uma mulher e fazer o que quisesse com ela simplesmente porque era famoso.

"Somos puras. Somos fortes. Somos corajosas e vamos lutar", disse McGowan, que levantou seu punho esquerdo fechado enquanto era ovacionada de pé pela multidão presente na Convenção da Mulher, em Detroit.

A convenção é um ramo da Marcha das Mulheres, que tomou as ruas de Washington no dia seguinte da posse de Trump, em janeiro passado.

O jornal The New York Times informou que em 1997 Weinstein chegou a um acordo com McGowan, então com 23 anos, no valor de 100.000 dólares, para que ela não revelasse o ocorrido em seu quarto de hotel durante o Sundance Film Festival.

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AFP