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(Arquivo) Pacotes de "Spice", cannabis sintético, é visto em loja de Londres, no dia 28 de agosto de 2009

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Os pedidos de ajuda aos centros de controle de intoxicações relacionados ao consumo de maconha sintética duplicou nos primeiros cinco meses deste ano nos Estados Unidos em relação ao mesmo período de 2014, informaram as autoridades de saúde nesta quinta-feira.

Estes centros receberam 3572 chamadas entre janeiro e maio de 2015, contra 1.085 chamadas durante os mesmos meses do ano anterior, representando um aumento de 229%, segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

De acordo com a agência norte-americana, que se disse muito preocupada com essa explosão, em abril foram registradas 15 mortes ligadas a este tipo de droga, ou seja, três vezes mais em relação ao mesmo mês de 2014.

Os CDC pediram um reforço das medidas para retirar do mercado este tipo de maconha.

O cannabis sintético contém substâncias químicas psicoativas ou misturas de produtos que são pulverizados sobre a planta natural antes de ser ingerida ou fumada, para potencializar seus efeitos.

Essas drogas são conhecidas como "spice", "K2", "black mamba" ou "crazy clown" e são vendidas especialmente em lojas de produtos medicinais fitoterápicos (à base de plantas).

Os consumidores dessa maconha sintética relatam episódios de agitação, taquicardia, sonolência, letargia, vômitos e confusão mental.

Das 2.961 pessoas que ligaram mencionando estes sintomas, 11,3% apresentaram efeitos graves com perigo de vida.

Os homens apresentam problemas de saúde pelo consumo da droga com maior frequência (92,7%) e as pessoas com idades entre 30 e 39 anos são as que sofrem os efeitos mais severos.

AFP