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Policiais fazem patrulha próximo à Ópera de Sydney, em 24 de abril de 2017

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A polícia da Austrália declarou neste domingo que estava investigando um vídeo que mostra o filho de oito anos de um proeminente combatente do grupo extremista Estado Islâmico (EI) com um colete bomba e ameaçando matar seus compatriotas.

As imagens mostram supostamente o filho de Khaled Sharruf, que em fevereiro foi o primeiro australiano a ser despojado de sua nacionalidade em virtude da lei antiterrorista do país.

A criança foi filmada recentemente carregando duas pistolas e uma faca, enquanto respondia a perguntas que uma voz em off fazia, entre elas "Como mataria um australiano?", informou o jornal Sunday Telegraph de Sydney.

Sharruf, que viajou à Síria em 2013 com sua família, levantou uma onda de indignação em 2014 ao tuitar uma fotografia de outro filho exibindo a cabeça de um soldado sírio decapitado.

Os serviços de contraterrorismo de Nova Gales do Sul descobriram "um vídeo procedente do Oriente Médio que mostra um menor ameaçando em nome do EI", afirmou a polícia deste Estado em um comunicado.

"Estão investigando o vídeo. Não inclui uma ameaça específica. O atual nível de alerta terrorista nacional continua em provável".

Depois que a esposa de Sharruf, Tara Nettleton, foi dada como morta no ano passado, sua mãe tentou em vão que os cinco filhos do casal voltassem à Austrália.

Acredita-se que Sharruf tenha morrido em 2015 no ataque de um drone do Iraque, mas alguns meios de comunicação colocaram em xeque sua morte.

Desde que o nível de alerta foi elevado, em setembro de 2014, Canberra implementou várias leis antiterroristas.

As autoridades estimam que 110 australianos viajaram à Síria e ao Iraque, onde cerca de 60 teriam morrido.

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