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Cardeal australiano George Pell, em entrevista coletiva em 29 de junho de 2017, na Cidade do Vaticano, para falar de seu afastamento

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Um grupo de australianos criou um fundo para ajudar o cardeal George Pell, número três do Vaticano acusado de cometer abuso sexual - informou um jornal local, acrescentando que o objetivo é custear os gastos com sua defesa.

John Roskam, diretor do Institute for Public Affairs (IPA), um "think tank" conservador australiano, disse que várias pessoas que apoiam o cardeal Pell abriram uma conta corrente para receber doações destinadas a pagar os honorários da equipe de advogados que irá defendê-lo.

"Há muitas pessoas que querem apoiar o cardeal e lhe dar a possibilidade de se desculpar", acrescentou Roskam, em declarações publicadas na edição de domingo do "Herald Sun", um jornal de Melbourne.

Na semana passada, a Arquidiocese de Sydney anunciou que ajudará o cardeal a se instalar na Austrália para responder as acusações, mas não se encarregará dos gastos com sua defesa.

George Pell, de 76 anos, responsável pelas finanças do Vaticano, deve comparecer a um tribunal de Melbourne em 26 de julho próximo.

Pell foi arcebispo de Melbourne entre 1996 e 2001 e, depois, tornou-se arcebispo de Sydney, cargo no qual permaneceu até 2014. Mudou-se para o Vaticano, ao ser convidado pelo papa Francisco para tratar das reformas das finanças da Igreja católica.

A Polícia australiana acusa Pell de crimes de abuso sexual. Poucos detalhes foram divulgados sobre o caso para, segundo as autoridades, preservar a integridade do processo judicial.

AFP