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Homem acende vela em memorial feito em 2 de outubro de 2017 do lado de fora da estação de trens Saint-Charles, em Marselha, onde duas pessoas foram mortas no dia anterior

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A investigação sobre o ataque que deixou dois mortos em Marselha (sul da França) no domingo (1º) e que foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico se concentrava, nesta segunda (2), no perfil do agressor.

Em situação ilegal no país, ele chegou a ficar detido brevemente dois dias antes.

O ataque aconteceu por volta das 13h45 locais (8h45, horário de Brasília) na principal estação de trem de Marselha.

O grupo extremista reivindicou no domingo à noite o ataque, mas "isso é questionável, porque nenhum elemento liga o assassinado ao EI neste estágio da investigação", ressaltou uma fonte.

As duas vítimas eram primas e tinham 20 anos. Uma delas era da região de Lyon (sudeste), segundo fontes próximas ao caso. Uma estudava medicina em Marselha, e a outra foi visitá-la.

Os investigadores tentam esclarecer a personalidade e os passos do autor desse último ataque, "que teria gritado 'Alá é grande' ao passar à ação".

Conhecido desde 2005 pela Polícia sob sete identidades diferentes por crimes comuns, este estrangeiro em situação irregular no país foi detido na sexta-feira, em Lyon, por roubo.

"Ele apresentou um passaporte tunisiano emitido em 18 de novembro de 2014 em nome de Ahmed H., nascido em 9 de novembro de 1987 em Bizerte, na Tunísia", informou o Procurador de Paris, François Molins, em entrevista coletiva.

As investigações estão "em andamento para verificar a autenticidade" do passaporte, que ele não carregava no momento do ataque em Marselha.

Enquanto esteve sob custódia policial, o agressor disse que morava em Lyon, "não tinha domicílio fixo, nem emprego, era usuário de drogas e divorciado", completou Molins.

Ele foi solto no sábado "por falta de provas de infração suficientemente grave".

- 'Ato bárbaro' -

O assassino estava sentado em um banco da estação de trem. Então, levantou-se de repente e se precipitou contra a primeira vítima, que recebeu várias facadas. Na sequência, o agressor correu, voltando para o mesmo lugar, onde atacou a segunda vítima.

Uma mulher tentou intervir, atacando o homem com um porta-bandeira. O agressor correu então para uma patrulha Sentinela, antes de ser morto.

O presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou-se pelo Twitter, afirmando estar indignado com a barbárie do ataque.

"Profundamente indignado com este ato bárbaro, com dor pelas famílias e amigos das vítimas de Marselha. Cumprimento os militares da Sentinela e os policiais que reagiram com sangue frio e eficácia", tuitou o chefe de Estado.

O novo ataque acontece dois dias antes de a Assembleia Nacional votar um controverso projeto de lei antiterrorista. A legislação busca introduzir no Direito comum algumas medidas do estado de emergência instaurado pelo ex-governo socialista após os atentados que deixaram 130 mortos, em 13 de novembro de 2015, em Paris.

A França está em alerta por terrorismo desde o atentado de janeiro de 2015.

Apesar de se encontrar em plena derrocada no Iraque e na Síria, onde proclamou um califado em 2014, o EI continua a ameaçar a França em represália a sua participação na coalizão militar internacional que atua nesses dois países.

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AFP