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Localidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 6 de junho de 2017

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A Autoridade Palestina anunciou nesta terça-feira que mais de 6.100 funcionários públicos na Faixa de Gaza vão ser aposentados antecipadamente, mais uma medida que se inscreve nas disputas do Fatah, do presidente Mahmud Abbas, com o movimento islâmico do Hamas, que controla o enclave palestino.

O porta-voz da Autoridade Palestina, Tarek Rishmawi, explicou que a decisão de aposentar 6.150 funcionários públicos foi tomada depois que o Hamas frustrou todas as tentativas de reconciliação.

A Autoridade Palestina, com sede na Cisjordânia, disputa o poder com o Hamas desde que o grupo islâmico tomou o poder em Gaza em 2007.

A Autoridade Palestina paga os salários dos funcionários públicos em Gaza, mas desde o início do ano reduziu o montante.

Segundo analistas, essas medidas da Autoridade Palestina visam reduzir seu déficit e gerar a animosidade da população contra o Hamas.

O grupo islâmico, através de seu porta-voz Fawzi Barhum, chamou a decisão do rival de "imoral e desumana".

No mês passado, a Autoridade Palestina parou de pagar a Israel o fornecimento de eletricidade à Faixa de Gaza. Por esta razão, o serviço foi reduzido a apenas duas horas por dia, até que o Egito começou a enviar combustível para fazer funcionar os geradores.

AFP