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Autoridades da Nicarágua confirmam que brasileira morreu por tiro

Membros das Forças Especiais da Nicarágua patrulham a rua depois de confrontos com manifestantes anti-governo em Jinotega, no dia 24 de julho de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. julho 2018 - 21:53
(AFP)

As autoridades forenses da Nicarágua confirmaram nesta quarta-feira que a estudante brasileira de medicina Raynéia Lima morreu por perfurações de bala no tórax e abdome, após um ataque supostamente realizado por paramilitares.

"Ficou determinado que a causa da morte foi um ferimento por projétil de arma de fogo no tórax e abdome", revela o boletim do Instituto de Medicina Legal (IDM), que entregará o corpo da estudante à embaixada do Brasil em Manágua.

Raynéia Lima vivia há seis anos na Nicarágua, onde cursava o último ano de medicina na Universidade Americana (UAM).

A estudante, de 32 anos, morreu quando o veículo que dirigia foi atingido por disparos na noite de segunda-feira, no sudoeste de Manágua, que segundo testemunhas foram efetuados por paramilitares.

A região onde aconteceu o incidente "é dominada por grupos paramilitares" ligados ao presidente Daniel Ortega, disse à imprensa Gonzalo Carrión, diretor jurídico do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh).

Os grupos paramilitares agem como força de repressão aos protestos que sacodem o país desde abril para exigir a saída de Ortega, que já deixaram mais de 300 mortos.

O Brasil condenou na terça-feira a "trágica morte" de Raynéia Lima e exigiu que o governo em Manágua esclareça o caso.

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